segunda-feira, 31 de agosto de 2020

MINUTOS DE SABEDORIA #10



"E quando à tua frente se abrirem muitas estradas e não souberes a que hás-de escolher, não metas por uma ao acaso, senta-te e espera. Respira com a mesma profundidade confiante com que respiraste no dia em que vieste ao mundo, e sem deixares que nada te distraia, espera e volta a esperar. Fica quieta, em silêncio, e ouve o teu coração. Quando ele te falar, levanta-te, e vai para onde ele te levar."

Susanna Tamaro, Vai Aonde Te Leva o Coração
 

segunda-feira, 24 de agosto de 2020

SERÁ QUE O QUE NÃO NOS "MATA" NOS TORNA, REALMENTE, MAIS FORTES?


📷 Pinterest


Há anos que ouço as pessoas dizerem que o que não  nos "mata" nos torna mais fortes. Sinceramente, não  me identifico com tal afirmação. Não me identifico e acredito que muitos seres humanos também não.
Na verdade, todos já vivemos momentos difíceis nas nossas vidas, não acredito que existam excepções, porém há pessoas que vivenciaram e vivenciam momentos particularmente difíceis, duros mesmo, ao longo da sua vida. Pessoas com histórias de vida absolutamente cruéis que nos arrepiam só de ouvirmos uma parte. Estão vivas, é certo, mas estarão, realmente mais fortes? Ou, muito pelo contrário, encontram-se a sobreviver muitas vezes em prol de algo ou sem saber muito bem pelo quê.
Como diz a sabedoria popular "quem vê caras não vê corações" e quantas vezes um sorriso não esconde feias cicatrizes, feridas que não saram, saudades que aumentam.
São dores com as quais se aprendeu a viver e a conviver por forma a tornar menos difícil a existência. São dores que ensinaram a ser corajoso, a levantar-se todos os dias para mais um dia, quando simplesmente o que se queria era ficar a sós consigo mesmo. E, porquê ficar a sós? Porque aquilo que não mata, se para algumas pessoas as torna mais fortes, para outras brinda-as com fragilidade e vulnerabilidade e, para estas momentos consigo mesmas são importantes para ganhar força e coragem para enfrentar o mundo.
Coragem não é só força, segurança e certeza de que se é capaz. Coragem é também fragilidade, vulnerabilidade, medo e mesmo assim enfrentar diariamente o mundo com um sorriso nos lábios e as pernas a tremer. Porque, meus amigos, como diz o ditado "elas não matam, mas moem."

Tânia
 

segunda-feira, 17 de agosto de 2020

MINUTOS DE SABEDORIA # 9

 


📷 Pinterest


MINHA ALDEIA

Minha aldeia é todo o mundo.
Todo o mundo me pertence.
Aqui me encontro e confundo
com gente de todo o mundo
que a todo o mundo pertence.

Bate o sol na minha aldeia 
com várias inclinações.
Ângulo novo, nova ideia;
outros graus, outras razões.
Que os homens da minha aldeia
são centenas de milhões.

Os homens da minha aldeia
divergem por natureza.
O mesmo sonho os separa,
a mesma fria certeza
os afasta e desampara, 
rumorejante seara
onde se odeia em beleza.

Os homens da minha aldeia
formigam raivosamente
com os pés colados ao chão.
Nessa prisão permanente
cada qual é seu irmão.
Valências de fora e dentro
ligam tudo ao mesmo centro
numa inquebrável cadeia.
Longas raízes que imergem,
todos os homens convergem
no centro da minha aldeia.

António Gedeão

domingo, 9 de agosto de 2020

AS SETE PARTIDAS DO MUNDO

 

As Sete Partidas do Mundo não cativou de forma imediata a minha atenção. Porém à medida que as palavras e a narrativa se desenvolviam numa escrita fluída, a aproximação à personagem principal, João Queirós, foi cada vez maior. A verdade é que terminei o livro com uma simpatia inexplicável pela personagem.
Por esta razão, aconselho a sua leitura, apresentando o resumo oferecido pelas diversas livrarias online:
"O diário romanesco de um adolescente amadurecido e extremamente crítico. Das primeiras recordações da infância aos anos do curso liceal: os primeiros deslumbramentos, os primeiros amores, os primeiros choques sociais. Um livro fascinante, escrito com uma destreza verdadeiramente inacreditável, bem ao estilo de Fernando Namora."
Pelo que me apercebi, o livro nem sempre se encontra disponível para venda, contudo penso que poderá ser encontrado em qualquer Biblioteca Municipal.

Tânia