segunda-feira, 29 de junho de 2020

MINUTOS DE SABEDORIA # 5

"Poderá haver algo de mais ridículo do que a pretensão de alguém ter direito de me matar, só porque mora do outro lado do mar ou porque os seus governantes têm porventura algo a ajustar com os meus, sem que eu tenha qualquer coisa contra essa pessoa?"

Blaise Pascal

sexta-feira, 26 de junho de 2020

SORRISOS ESCONDIDOS



Li um texto intitulado "É preciso acreditar", sim é certo, é preciso ter fé que vamos ser capazes de debelar este vírus, quer seja com uma vacina ou com um medicamento, mas que vamos conseguir. Afinal, temos de nos agarrar a algo como a fé, seja ela qual for, para conseguirmos viver neste vazio existencial para o qual o COVID-19 nos remeteu.
Não sou nem nunca fui pessoa de muitos abraços e beijos, de muito contacto físico, todavia também nunca fui distante socialmente, muito menos ausente.
Mas sempre fui de sorrisos, sorrir por vontade, sorrir para animar alguém, sorrir para a vida e dizer-lhe que "mesmo que ela me mostre 1000 razões para chorar, eu tenho 1001 razões para sorrir".
Porém, esta semana dei por mim a sentir falta de cumprimentar familiares com um beijo e sentir aquela ternura que nos acalma a alma, a sentir falta de estar mais próxima do próximo, a sentir falta daquele aperto de mão quando me apresento profissionalmente.
É de facto, esvaziante sentimentalmente!
Contudo, muito pior, pois eu sei que todos estão a sentir isto, pior é ter o sorriso escondido atrás da máscara que me protege e o protege... e, do sorriso ninguém fala, do sorriso que se dá e que se recebe, do sorriso de felicidade, do sorriso de conforto, do sorriso que é vida, do sorriso que nos dá força para continuar.
A verdade, é que chegou o momento da grande prova, todos podemos sorrir atrás da máscara, mas agora vamos ter de olhar o outro nos olhos para perceber isso, vamos ter de dar muito mais importância ao próximo para interpretar o seu olhar e saber o que o seu sorriso escondido quer dizer.

Tânia

segunda-feira, 22 de junho de 2020

HÁ SEMPRE UM AMANHÃ


Durante a quarentena decidi ler alguns livros que habitam as estantes cá de casa e que foram comprados ou oferecidos à minha mãe ou ao meu pai. Se bem o pensei, melhor o fiz e comecei por ler "Há Sempre um Amanhã" de Pearl S. Buck, escritora norte-americana que o Prémio Nobel e o público um pouco por todo o mundo consagraram.
Todavia, esta não foi uma inocente escolha, no sentido de conhecer uma narração que preenchesse a minha sede literária. Esta foi uma escolha influenciada pelo nome da obra "Há Sempre um Amanhã", sentido com o qual sempre me identifiquei no  meu percurso de vida.
Na realidade, tenho duas ou três máximas que norteiam a minha vida, uma da minha avó materna "não deixes para amanhã o que podes fazer hoje", outra da minha mãe "aconteça o que acontecer, nunca baixes os braços" e outra minha "amanhã é um novo dia".
Na verdade, desde a minha adolescência que tenho um instinto de sobrevivência apurado, isto não quer dizer que não vivo a vida, quer dizer que mesmo na adversidade sou como as árvores, "morro de pé", sofro, choro, mas "morro de pé.
Isto porque acredito que o ser humano tem uma incrível capacidade de adaptação e recomeço e, como tal, eu tenho coragem para me adaptar e recomeçar, pois no meu íntimo vive a esperança de que "Há Sempre um Amanha".

Tânia

domingo, 7 de junho de 2020

MINUTOS DE SABEDORIA #4

" O homem vale pelo facto de ser homem e não porque é judeu, católico, protestante, alemão, italiano..."

Georg Hegel