terça-feira, 26 de maio de 2020

A FÉ NÃO SE DISCUTE, SENTE-SE


Maio, mês dedicado a Maria, está a chegar ao fim, razão pela qual se impõe uma reflexão sobre o que fizemos e o que sentimos, relativamente à nossa espiritualidade.
Este foi um Maio diferente, sem podermos assistir presencialmente à celebração da Eucaristia, sem podermos estar presentes nas celebrações do 13 de Maio. Todavia, a Igreja Católica soube lidar, em minha opinião muito bem, com os constrangimentos provocados pela pandemia, não só através da celebração de missas transmitidas em plataformas digitais como com uma celebração em Fátima do 13 de Maio que ficará na memória de todos os católicos, pois apesar de não estarem presentes, sentiu-se a fé em cada casa, em cada vela acesa à janela.
É certo que, diariamente, somos expostos a situações que ultrapassam os limites do entendimento humano, que nos fazem perguntar, "porquê?" Eu própria já fiz esta pergunta, eu própria já senti que a minha fé era colocada à prova, eu própria já me zanguei com Deus, com Jesus, com a Nossa Senhora. Porém, percebi que nenhum deles se zangou comigo, que aceitaram calmamente a minhas dúvidas, revolta e que me ampararam sem esperar nada em troca.
Podem perguntar-me como sei que existe Deus, como sei que me amparou, podem apresentar-me várias explicações científicas para determinados factos, podem dizer-me que foi apenas coincidência. Eu respeito, é importante respeitarmos a opinião do próximo. Contudo, sigo o meu caminho, aquele em que me sinto feliz e me sustenta, aceitando outros credos, não os colocando em causa, pois também eles têm a sua fé e, essa, não se discute, sente-se! 

sábado, 23 de maio de 2020

MINUTOS DE SABEDORIA # 3

"Ser autêntico significa ser fiel a si próprio. É um fenómeno muitíssimo perigoso; são raras as pessoas que o fazem. Mas sempre que as pessoas o fazem, elas conseguem. Elas conseguem uma beleza tal, uma graça tal, um contentamento tal que não pode ser imaginado."

Osho

terça-feira, 19 de maio de 2020

SANTO IVO PADROEIRO DOS ADVOGADOS

19 de Maio é Dia de Santo Ivo, padroeiro dos advogados e, por isso mesmo, Dia do Advogado. 
Ivo Hélory de Kermartin, Ivo de Tréguier ou Santo Ivo nasceu em Minihy-Tréguier, na Bretanha, França a 17 de Outubro de 1253 numa família nobre e cristã. Estudou Teologia e Direito, foi aluno de São Tomás de Aquino e de São Boaventura, tendo-se especializado em Direito Civil e Canónico.
Ainda jovem voltou para a sua terra, começando a exercer a advocacia, nunca mais tendo deixado de advogar, mesmo após ter sido ordenado padre.
Santo Ivo advogava gratuitamente, sendo conhecido como o advogado dos pobres. De espírito conciliador e imparcial, com uma enorme sabedoria, pregava, orientando e reconciliando, inaugurando, assim, um verdadeiro serviço de assistência judiciária.
Se por um lado, amava o Direito, por outro a sua bondade expandia-se também através da construção de um hospital no solar de Kermatin que herdou dos pais, onde abrigava os abandonados e os doentes que cuidava com as suas próprias mãos.
Ivo Hélory de KermartinIvo de Tréguier ou Santo Ivo foi canonizado pelo Papa Clemente VI em 1347, quarenta e quatro anos após a sua morte, ocorrida a 19 de Maio de 1303.

Tânia

sexta-feira, 15 de maio de 2020

FAMÍLIA: UM CONCEITO EM CRISE OU EM RENOVAÇÃO?

Hoje, dia 15 de Maio, celebra-se o Dia Internacional da Família.
Após declaração pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, esta data tem-se vindo a festejar anualmente desde 1994, como forma de reconhecer o papel nuclear da família na sociedade, assim como os seus direitos e responsabilidades na comunidade, por forma a incentivar a adopção de medidas que melhorem a sua condição.
Neste contexto pretende-se consciencializar que a família está na base da educação infantil e, por isso mesmo, das gerações futuras, pelo que com a celebração do Dia Internacional da Família pretende-se reforçar a mensagem de amor, respeito e compreensão necessários para o bom relacionamento dos membros familiares, o qual se manifestará numa maior harmonia na convivência com os demais. 
Por último, mas não menos importante pretende-se promoveu e aumentar o conhecimento relacionado com questões sociais, económicas e demográficas que afectam a estrutura familiar.
No entanto, fruto de vários factores como o divórcio, a orientação sexual, a reestruturação familiar, entre outros, o conceito de família está a mudar, razão pela qual se impõe a seguinte questão: 

FAMÍLIA: UM CONCEITO EM CRISE OU EM RENOVAÇÃO?

Na realidade, o conceito de família não está em crise. O que se encontra em crise é o conceito tradicional de família. Todos temos uma família, mas nenhuma é igual a outra.
Actualmente, a família tradicional em que duas pessoas de sexo diferente se casavam, tinham filhos e viviam felizes para sempre, tende a diminuir e coabitar com os novas famílias que por serem diferentes da primeira, não deixam de o ser enquanto tal.
Verificamos, então, que nem todas têm um pai e uma mãe, existem famílias só com um pai ou só com uma mãe, denominadas famílias monoparentais, outras têm dois pais ou duas mães (uniões de pessoas do mesmo sexo) e outras são compostas por pais e mães que se separaram, contudo voltaram a casar ou a viver com outra pessoa e com eles os filhos de ambos, podendo ou não existir filhos desta nova relação.
Mais recentemente, começamos a ouvir falar de famílias multiespécie, pois consideram-se os animais de estimação como membros deste agregado, dado o constante aumento da interacção entre seres humanos e as outras espécies animais, os quais são respeitados, amados e compreendidos na sua sensibilidade e, por isso mesmo integrados no núcleo familiar.
Conclui-se, então, que o conceito de família se encontra em constante renovação. Todavia, seja qual for o tipo de família de cada um de nós existe um elemento que é transversal a todas elas, nomeadamente, o AMOR, que nos faz cuidar e querer o bem daqueles que mais gostamos.

Tânia 

segunda-feira, 11 de maio de 2020

INSPIRA... EXPIRA... RESPIRA............

Respirar: Aspirar e expelir consecutivamente o ar por meio dos pulmões, segundo o Dicionário Priberam da Língua Portuguesa. Até aqui todos nós sabemos! Porém, estaremos a fazê-lo correctamente, conscientemente e de forma a melhorarmos a nossa saúde?

Nos últimos tempos, sim pois a quarentena deu para reflectir sobre algumas coisas, dei por mim a suspirar, ou seja, a inspirar e a expirar pausadamente. A verdade, é que após algumas respirações lentas comecei a sentir-me mais tranquila naqueles momentos. Dessa forma, comecei a pesquisar sobre os benefícios da respiração correcta e a praticar por alguns minutos. E... na realidade, comecei a sentir-me menos ansiosa e mais tranquila.

Deixo-vos a sugestão: inspirar lentamente.... expirar lentamente, algumas repetições e sentir-se-ão mais tranquilos...........................................

Todavia, não é apenas este o benefício da respiração consciente e pausada. Segundo a revista Saber Viver são 11 os benefícios da respiração correcta, nomeadamente:
1 - Menos stress;
2 - Alongamento dos músculos;
3 - Mais nutrientes;
4 - Tranquilizante natural;
5 - Pele e cabelo jovem;
6 - Mais fluxo de sangue nos ovários;
7 - Mais energia;
8 - Defesa contra infecções e doenças;
9 - Postura corporal correcta;
10 - Menos tóxinas;
11 - Zona pélvica tonificada.

Agora, perguntam-me "andas sempre calma, não te enervas?" Claro que me enervo! Todavia, quando acontece lembro-me de respirar profundamente e aos poucos vou melhorando. Afinal, aquele velho conselho, "respira fundo..." tem toda a razão de existir.

Tânia

sexta-feira, 8 de maio de 2020

MINUTOS DE SABEDORIA # 2

"Para conversarem e viajarem juntos, para serem amigos e bons companheiros, é necessário, segundo julgo, que ambos tenham os mesmos costumes, o mesmo espírito, as mesmas afeições."

William Shakespeare

segunda-feira, 4 de maio de 2020

O PRIMEIRO DIA DO RESTO DAS NOSSAS VIDAS...

O primeiro dia do resto das nossas vidas...
Não vos quero assustar, mas já pensaram nisto, certo?
Por muito que tenhamos passado a quarentena a dizer "vai ficar tudo bem", na verdade, bem lá no fundo, sabíamos que o ficar tudo bem, seria uma adaptação a uma nova realidade e que a vida não iria voltar a ser a mesma.
Hoje, estamos aprender a viver com o COVID-19, assim como fomos aprendendo a viver com o HIV, quando apareceu na década de 80, a vida também não voltou a ser a mesma.
Porém, o HIV, embora mortal e discriminatório, não era tão intrusivo ao contrário do COVID-19 que está ali sempre como uma ameaça, mas uma ameaça invisível, que podendo ser mortal ou não, felizmente já existem bastantes pessoas recuperadas, também ele é discriminatório. Pior, podemos contactar com uma pessoa infectada com HIV e continuamos perfeitamente saudáveis, não podemos contactar com um ser humano infectado com COVID-19, pois mesmo com muitos cuidados, provavelmente ingressaremos no número de pessoas infectadas.
Ora, vamos ter de nos adaptar a viver com máscaras, viseiras, luvas, álcool gel, vamos ter de nos adaptar a viver com medo. E, isso assusta-me! Assusta-me que venhamos a viver uma realidade até agora só vista em filmes de ficção científica. 
Mas a vida tem de continuar, não é?

Tânia 

sábado, 2 de maio de 2020

MINUTOS DE SABEDORIA # 1

Quando comecei a escrever, pensei redigir um poema de António Gedeão, que sempre me fascinou "Aurora Boreal."
Porém, quando já ia a meio do mesmo, lembrei-me que também eu quando tinha dezasseis anos escrevi "A Minha Própria Aurora Boreal", fortemente inspirada em António Gedeão, na altura, penso que não estou em erro, para integrar um trabalho da disciplina de Introdução à Filosofia. 
Decidi partilhar convosco. 
Quem conhecer um pouco da minha história de vida vai perceber a mensagem, quem não conhecer espero apenas que goste, tendo em conta que, ao escrever o poema ainda era uma adolescente que queria transmitir a "dor que deveras sentia".

A Minha Própria Aurora Boreal

Tenho dezasseis janelas,
nas paredes do meu quarto,
sem vidros nem bambinelas,
onde nem sempre pude ver,
o brilhar das estrelas através delas.
Já vi o escuro da noite,
que quase me matou,
mas também vi o brilhar do sol e do luar,
que sempre me encorajou a sonhar e a acreditar,
que mesmo tendo visto o que vi,
era capaz de lutar e lutar,
nem que fosse só para dizer a alguém:
Afinal, também eu sou capaz de viver, vencer e continuar a amar!


Tânia

sexta-feira, 1 de maio de 2020

RENASCER: A PALAVRA QUE SE IMPÕE!

Há 11 anos e 24 dias nascia o "As Conversas são Como as Cerejas", num tempo distante da necessidade do ser humano se ver obrigado a renascer, renovar e reaprender a viver.
Hoje volvida mais de uma década de acontecimentos pessoais, profissionais e familiares e num momento crucial da vida da humanidade, renasce este blogue com vontade de partilhar conhecimento, ideias e desabafos.
Poderão sempre dizer que é mais um... porém, todavia, não obstante, contudo, digo-vos "Para mim, sim não é minha intenção obrigar-vos a pensar como eu, não é mais um, é o meu blogue!"😃
Eis que chega o momento de me apresentar. 
Olá a Todos, sou a Tânia Barbosa, sou filha, sou namorada, sou amiga, sou advogada e sou humana de cinco animais maravilhosos. Desde a criação deste blogue a 25 de Maio de 2009 que decorreram vários estágios de aprendizagem pessoal que me fizeram crescer, obrigando-me a tomar decisões, nem sempre fáceis, que me trouxeram às e para as minhas raízes. 
Actualmente, moro e exerço a Advocacia no distrito de Aveiro, tenho uma página na rede social Facebook de seu nome Tânia Barbosa - Advogada (https://www.facebook.com/TaniaBarbosaAdvogada/), e mais do que nunca, mesmo nos momentos difíceis, utilizo a máxima vezes e vezes repetida pela minha mãe ao longo da vida "aconteça o que acontecer, nunca cruzes os braços!"

Tânia