Quando comecei a escrever, pensei redigir um poema de António Gedeão, que sempre me fascinou "Aurora Boreal."
Porém, quando já ia a meio do mesmo, lembrei-me que também eu quando tinha dezasseis anos escrevi "A Minha Própria Aurora Boreal", fortemente inspirada em António Gedeão, na altura, penso que não estou em erro, para integrar um trabalho da disciplina de Introdução à Filosofia.
Decidi partilhar convosco.
Quem conhecer um pouco da minha história de vida vai perceber a mensagem, quem não conhecer espero apenas que goste, tendo em conta que, ao escrever o poema ainda era uma adolescente que queria transmitir a "dor que deveras sentia".
A Minha Própria Aurora Boreal
Tenho dezasseis janelas,
nas paredes do meu quarto,
sem vidros nem bambinelas,
onde nem sempre pude ver,
o brilhar das estrelas através delas.
Já vi o escuro da noite,
que quase me matou,
mas também vi o brilhar do sol e do luar,
que sempre me encorajou a sonhar e a acreditar,
que mesmo tendo visto o que vi,
era capaz de lutar e lutar,
nem que fosse só para dizer a alguém:
Afinal, também eu sou capaz de viver, vencer e continuar a amar!
Tânia
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