sábado, 5 de dezembro de 2020
MINUTOS DE SABEDORIA #14
domingo, 8 de novembro de 2020
SERÁ QUE O TEMPO VOA OU SOMOS NÓS QUE CORREMOS NO TEMPO?
Quantas vezes já ouvi que o tempo parece voar, que tudo passou a correr, ainda ontem...
Não só ouvi como também o digo. Pois é, contudo, o "ainda ontem...", na realidade são meses ou anos que passaram e durante os quais eu e todos nós, na nossa atarefada vida quotidiana, não prestámos atenção a pormenores importantes.
A verdade é só uma, os anos continuam a ter doze meses, os meses trinta ou trinta e um dias (não esquecendo Fevereiro com os seus vinte e oito ou vinte e nove dias), os dias vinte e quatro horas, uma hora sessenta minutos e um minuto sessenta segundos.
Mas, afinal o que mudou? Porque razão, quando éramos crianças chegar ao Natal era uma eternidade e, agora, é um saltinho de pardal?
Mudou a nossa capacidade de encantamento, a nossa capacidade de prestarmos atenção à simplicidade, a cada pormenor do dia-a-dia, mudou a nossa capacidade de aproveitarmos cada momento sem pensarmos no que se segue como fazíamos em criança. Mergulhámos aos poucos ou abruptamente, dependendo da experiência pessoal de cada um, na agitação que a vida contemporânea nos oferece, no consumo inconsciente, na enorme quantidade de informação disponível, no medo de sermos excluídos pela falta de domínio tecnológico e das redes sociais.
E, assim, vivemos sem tempo para nada, mas tentando chegar sempre a tudo. E, assim, o que fazemos, fazemos, não com a mente no presente, mas sim a pensar já na próxima tarefa.
O tempo não voa, continua a passar como sempre passou, porém nós corremos no tempo tão depressa que só percebemos o risco de vivermos a dizer "ainda ontem...", quando a vida por qualquer motivo nos dá um abanão para abrirmos os olhos e o coração para aquilo que é realmente importante.
quarta-feira, 21 de outubro de 2020
MINUTOS DE SABEDORIA #13
📷 via Google
Poema didático
Já tive um país pequeno,
tão pequeno
que andava descalço dentro de mim.
Um país tão magro
que no seu firmamento
não cabia senão uma estrela menina,
tão tímida e delicada
que só por dentro brilhava.
Eu tive um país
escrito sem maiúscula.
Não tinha fundos
para pagar a um herói.
Não tinha panos
para costurar bandeira.
Nem solenidade
para entoar um hino.
Mas tinha pão e esperança
para os viventes
e sonhos para os nascentes.
Eu tive um país pequeno,
tão pequeno
que não cabia no mundo.
Mia Couto
domingo, 11 de outubro de 2020
QUANDO O BEM ESTAR DO PRÓXIMO É A NOSSA FELICIDADE
Mas... e quando a nossa felicidade é o bem estar do próximo? Sim, porque o amor incondicional por um filho quer para ele o melhor da vida. Só assim serão os pais felizes. Sim, porque o amor por quem nos deu a vida e esteve e está sempre connosco nos bons e maus momentos, só se sente realizado e feliz se os progenitores estiverem bem e saudáveis. Sim, pois quem acredita na fraternidade como valor a seguir, apenas se sente preenchido quando o próximo sorri com um sorriso verdadeiro.
No fundo, é a maturidade emocional a falar mais alto, é o amor próprio constituído pela felicidade do outros, é a descentralização do ego.
domingo, 27 de setembro de 2020
MINUTOS DE SABEDORIA #12
Autor desconhecido
segunda-feira, 21 de setembro de 2020
DISTÂNCIA NÃO SIGNIFICA AUSÊNCIA, PORÉM AUSÊNCIA PRESSUPÕE SEMPRE DISTÂNCIA
sexta-feira, 18 de setembro de 2020
MINUTOS DE SABEDORIA #11
quarta-feira, 9 de setembro de 2020
DE SONHO TAMBÉM SE VIVE
📷 Google Imagens
Lembro-me de ter 15, 16, 17 anos e de querer mudar o mundo. Pensava numa sociedade sem desigualdade, num mundo sem fome e com menos sofrimento, sonhava com uma igual distribuição de riqueza, onde todos pudéssemos viver e ter acesso às mesmas oportunidades.
É óbvio que tinha a noção que esta mudança, além de difícil, não seria num estalar de dedos, mas não importava, esforçar-me-ia por um mundo melhor! Comecei por ajudar pessoas que estavam próximo e com o tempo fui procurando instituições através da ou das quais podia ajudar quer os ser humanos quer os seres animais não racionais.
Foram anos de constante procura, ajuda e desilusões... E, embora estas últimas não me apagassem os meus ideais, acabavam por me ensombrar com alguma frustração e tristeza.
Assim, sem nunca deixar de ajudar, com o tempo percebi que não posso mudar o mundo sozinha, muito menos obrigar os outros a seguirem os meus sonhos e ideais.
Desta forma, mudei o paradigma e segui o caminho para os meus sonhos mais só, não digo só pois existem outros que comungam dos mesmos ideais, mais consciente que a mudança no mundo se faz também através da mudança de mentalidades que só se consegue com sensibilização e educação para valores como o respeito pelo próximo e pelas outras formas de vida, como a solidariedade, a honestidade, a lealdade e, sobretudo, a verdade.
Actualmente, já com uns anos de distância da minha adolescência, continuo a ajudar o próximo, ouvindo, resolvendo questões que me colocam, lutando pelos seus direitos, liberdades e garantias, continuo a ajudar animais não racionais, continuo a sonhar com mudar "mundos".
Já não sonho de uma forma global com mudar o MUNDO, mas vou sonhando e tentando mudar e melhorar vidas, que são o mundo de cada um e o meu.
Um dia, em que me sentia desanimada, um Amigo que já partiu disse-me "imagina que o mundo é um muro gigante, não o consegues construir por inteiro sozinha, mas se colocares um tijolo já ajudaste a erguê-lo, já conseguiste fazer a diferença."
Assim, com esta pequena analogia lá vou continuando o meu caminho, sem abandonar o que mais gosto de fazer e tentando sempre alcançar os meus ideais, sem abandonar a minha essência, pois de sonho também se vive.
Tânia
segunda-feira, 31 de agosto de 2020
MINUTOS DE SABEDORIA #10
segunda-feira, 24 de agosto de 2020
SERÁ QUE O QUE NÃO NOS "MATA" NOS TORNA, REALMENTE, MAIS FORTES?
Na verdade, todos já vivemos momentos difíceis nas nossas vidas, não acredito que existam excepções, porém há pessoas que vivenciaram e vivenciam momentos particularmente difíceis, duros mesmo, ao longo da sua vida. Pessoas com histórias de vida absolutamente cruéis que nos arrepiam só de ouvirmos uma parte. Estão vivas, é certo, mas estarão, realmente mais fortes? Ou, muito pelo contrário, encontram-se a sobreviver muitas vezes em prol de algo ou sem saber muito bem pelo quê.
Como diz a sabedoria popular "quem vê caras não vê corações" e quantas vezes um sorriso não esconde feias cicatrizes, feridas que não saram, saudades que aumentam.
São dores com as quais se aprendeu a viver e a conviver por forma a tornar menos difícil a existência. São dores que ensinaram a ser corajoso, a levantar-se todos os dias para mais um dia, quando simplesmente o que se queria era ficar a sós consigo mesmo. E, porquê ficar a sós? Porque aquilo que não mata, se para algumas pessoas as torna mais fortes, para outras brinda-as com fragilidade e vulnerabilidade e, para estas momentos consigo mesmas são importantes para ganhar força e coragem para enfrentar o mundo.
Coragem não é só força, segurança e certeza de que se é capaz. Coragem é também fragilidade, vulnerabilidade, medo e mesmo assim enfrentar diariamente o mundo com um sorriso nos lábios e as pernas a tremer. Porque, meus amigos, como diz o ditado "elas não matam, mas moem."
segunda-feira, 17 de agosto de 2020
MINUTOS DE SABEDORIA # 9
domingo, 9 de agosto de 2020
AS SETE PARTIDAS DO MUNDO
terça-feira, 28 de julho de 2020
MINUTOS DE SABEDORIA # 8
quinta-feira, 23 de julho de 2020
A PROPÓSITO DO DIA DOS AVÓS
No meu caso foram, infelizmente tenho de conjugar o verbo no passado, pois já faleceram, uns segundos pais, os maternos, outros a representação viva do meu pai, os paternos, que partiu cedo demais quando eu tinha 14 anos.
Os meus avós maternos pela proximidade da sua residência com os meus pais e devido aos horários de trabalho dos mesmos ficavam comigo. A minha avó materna fazia-me um maravilhoso almoço, ainda hoje sinto o sabor só de pensar, e conversava comigo sobre tudo o que eu perguntava e mais alguma coisa. O meu avô materno fez-me um baloiço, onde passava horas a brincar, ensinava-me a fazer contas de dividir e anos mais tarde, seria o meu segundo pai. Levou e foi buscar-me com a minha mãe à faculdade, passando por minha casa todos os dias quando estudava para os exames a saber se precisava de alguma coisa.
Por seu lado, os meus avós paternos, embora não estivessem diariamente comigo, pois residiam noutro concelho não tão próximo, conseguiam quando estava com eles fazer sentir o meu pai vivo. A minha avó paterna para além do seu carinho, fazia-me sentir especial, no meu dia de aniversário, era sempre a primeira pessoa a parabenizar-me, de manhã cedo lá tocava o telefone. O meu avô paterno, por sua vez, homem austero, não era muito de carinho e ternura, mas fazia o que podia para me ver feliz.
Ora, caso não tivesse tido a presença dos meus avós na minha vida seria com toda a certeza uma pessoa totalmente diferente, disso não tenho dúvidas. Os meus avós, neste caso os maternos, ajudaram os meus pais, cuidando de mim enquanto estes trabalhavam, mas quer aqueles quer os paternos ensinaram-me a ser uma pessoa que respeita quem tem mais idade, mais experiência e, sobretudo, mais saber.
Temos, pois, de ter presente que os nossos idosos são quem tem tempo para nós, quem cuida de nós quando o tempo nos foge, quem nos ensina um saber de experiência feita, que nos ajuda tantas e tantas vezes a ultrapassar as adversidades da vida.
Todavia, tenhamos em conta que a vida de um idoso não é o fim, é um processo de envelhecimento que se for respeitado, pode ser tão bonito como a juventude, sem as preocupações inerentes a esta. É certo que a mobilidade pode não ser a mesma e as tarefas levem mais tempo a concretizar, mas nós também nascemos sem saber andar e não foi por isso que desistiram de nós.
No fundo, a propósito do dia dos avós, gostava que todos reflectissemos o quão importante é a velhice, o quão importantes são os nossos idosos para o equilíbrio da sociedade, para nos ensinarem valores e princípios que a nossa urgência em viver por vezes esquece.
sábado, 18 de julho de 2020
MINUTOS DE SABEDORIA # 7
Gonçalo M. Tavares, Diário da Peste,
sábado, 11 de julho de 2020
...AOS LUGARES ONDE JÁ FOMOS MUITO FELIZES
domingo, 5 de julho de 2020
MINUTOS DE SABEDORIA # 6
quinta-feira, 2 de julho de 2020
"ESTA COISA A QUE O MUNDO CHAMA AMOR, NÃO É SÓ UMA COISA, PORÉM MUITAS COM UM NOME PRÓPRIO"
"Esta coisa a que o mundo chama Amor, não é só uma coisa, porém muitas com um nome próprio", já o afirmava Luís Vaz de Camões quando escreveu "Amor é fogo que arde sem se ver."
Podem dizer-me que são apenas palavras, porém acreditem que é verdade. Não posso negar que também já pensei o mesmo, contudo depois de descobrir um pouco mais sobre a realidade, concluí que o Amor é um conjunto de significados marcantes, dos quais nunca é tarde demais para se falar e dar a conhecer.
Amor é Amadurecimento, todos crescemos com ele e aprendemos a transmiti-lo, mesmo sem falar. Amor é Solidariedade, é ver quando o outro está a "morrer", entristecer, enlouquecer e a sofrer, olhar e ouvi-lo, não deixando que lhe corram as lágrimas. É, portanto, Amizade, dar sem esperar nada em troca.
No entanto, o Amor não é apenas um conjunto de valores conectado com o próximo, é também algo muito próprio. É o sonho de cada um, fruto do seu desejo, é amar a Liberdade, é ser feliz em ser quem e como se é, independentemente da opinião alheia.
Paro para pensar...
Não será o Amor também contraditório? Como alguém disse "apenas este desejo de cantar, apenas esta vontade de chorar."
Uma coisa é certa, o Amor nasce e renasce, pois todos temos sede de viver e quando menos esperamos já amamos e sem saber porquê.
Na verdade, Amor é um conceito aberto que se vai construindo com as vivências de cada um. Por isso, cabe-nos construir o nosso próprio Amor, sermos nós próprios e, parafraseando Manuel Alegre, não nos render mesmo que feridos.
É difícil descobrir o que é realmente o Amor, afinal este também é luta e principalmente Esperança. O Amor é um sentimento com um significado tão vasto que, sinceramente, não sei se algum dia chegaria a preencher este conceito.
Enfim, Amor é...
Tânia
segunda-feira, 29 de junho de 2020
MINUTOS DE SABEDORIA # 5
Blaise Pascal
sexta-feira, 26 de junho de 2020
SORRISOS ESCONDIDOS
segunda-feira, 22 de junho de 2020
HÁ SEMPRE UM AMANHÃ
Durante a quarentena decidi ler alguns livros que habitam as estantes cá de casa e que foram comprados ou oferecidos à minha mãe ou ao meu pai. Se bem o pensei, melhor o fiz e comecei por ler "Há Sempre um Amanhã" de Pearl S. Buck, escritora norte-americana que o Prémio Nobel e o público um pouco por todo o mundo consagraram.
Todavia, esta não foi uma inocente escolha, no sentido de conhecer uma narração que preenchesse a minha sede literária. Esta foi uma escolha influenciada pelo nome da obra "Há Sempre um Amanhã", sentido com o qual sempre me identifiquei no meu percurso de vida.
Na realidade, tenho duas ou três máximas que norteiam a minha vida, uma da minha avó materna "não deixes para amanhã o que podes fazer hoje", outra da minha mãe "aconteça o que acontecer, nunca baixes os braços" e outra minha "amanhã é um novo dia".
Na verdade, desde a minha adolescência que tenho um instinto de sobrevivência apurado, isto não quer dizer que não vivo a vida, quer dizer que mesmo na adversidade sou como as árvores, "morro de pé", sofro, choro, mas "morro de pé.
Isto porque acredito que o ser humano tem uma incrível capacidade de adaptação e recomeço e, como tal, eu tenho coragem para me adaptar e recomeçar, pois no meu íntimo vive a esperança de que "Há Sempre um Amanha".
Tânia
domingo, 7 de junho de 2020
MINUTOS DE SABEDORIA #4
terça-feira, 26 de maio de 2020
A FÉ NÃO SE DISCUTE, SENTE-SE
Maio, mês dedicado a Maria, está a chegar ao fim, razão pela qual se impõe uma reflexão sobre o que fizemos e o que sentimos, relativamente à nossa espiritualidade.
Este foi um Maio diferente, sem podermos assistir presencialmente à celebração da Eucaristia, sem podermos estar presentes nas celebrações do 13 de Maio. Todavia, a Igreja Católica soube lidar, em minha opinião muito bem, com os constrangimentos provocados pela pandemia, não só através da celebração de missas transmitidas em plataformas digitais como com uma celebração em Fátima do 13 de Maio que ficará na memória de todos os católicos, pois apesar de não estarem presentes, sentiu-se a fé em cada casa, em cada vela acesa à janela.
sábado, 23 de maio de 2020
MINUTOS DE SABEDORIA # 3
terça-feira, 19 de maio de 2020
SANTO IVO PADROEIRO DOS ADVOGADOS
sexta-feira, 15 de maio de 2020
FAMÍLIA: UM CONCEITO EM CRISE OU EM RENOVAÇÃO?
segunda-feira, 11 de maio de 2020
INSPIRA... EXPIRA... RESPIRA............
sexta-feira, 8 de maio de 2020
MINUTOS DE SABEDORIA # 2
segunda-feira, 4 de maio de 2020
O PRIMEIRO DIA DO RESTO DAS NOSSAS VIDAS...
Não vos quero assustar, mas já pensaram nisto, certo?
Tânia




















