sábado, 5 de dezembro de 2020

MINUTOS DE SABEDORIA #14


 📷 Via Google

"É o amor que rompe as cadeias que nos isolam e separam, lançando pontes; amor que nos permite construir uma grande família onde todos nos podemos sentir em casa. Amor que sabe de compaixão e dignidade. A partir da intimidade de cada coração, o amor cria vínculos e amplia a existência, quando arranca a pessoa de si mesma para o outro."

Papa Francisco, Carta Encíclica "Fratelli Tutti"

domingo, 8 de novembro de 2020

SERÁ QUE O TEMPO VOA OU SOMOS NÓS QUE CORREMOS NO TEMPO?


Tic-tac, tic-tac, tic-tac...
Quantas vezes já ouvi que o tempo parece voar, que tudo passou a correr, ainda ontem...
Não só ouvi como também o digo. Pois é, contudo, o "ainda ontem...", na realidade são meses ou anos que passaram e durante os quais eu e todos nós, na nossa atarefada vida quotidiana, não prestámos atenção a pormenores importantes.
A verdade é só uma, os anos continuam a ter doze meses, os meses trinta ou trinta e um dias (não esquecendo Fevereiro com os seus vinte e oito ou vinte e nove dias), os dias vinte e quatro horas, uma hora sessenta minutos e um minuto sessenta segundos.
Mas, afinal o que mudou? Porque razão, quando éramos crianças chegar ao Natal era uma eternidade e, agora, é um saltinho de pardal?
Mudou a nossa capacidade de encantamento, a nossa capacidade de prestarmos atenção à simplicidade, a cada pormenor do dia-a-dia, mudou a nossa capacidade de aproveitarmos cada momento sem pensarmos no que se segue como fazíamos em criança. Mergulhámos aos poucos ou abruptamente, dependendo da experiência pessoal de cada um, na agitação que a vida contemporânea nos oferece, no consumo inconsciente, na enorme quantidade de informação disponível, no medo de sermos excluídos pela falta de domínio tecnológico e das redes sociais.
E, assim, vivemos sem tempo para nada, mas tentando chegar sempre a tudo. E, assim, o que fazemos, fazemos, não com a mente no presente, mas sim a pensar já na próxima tarefa.
O tempo não voa, continua a passar como sempre passou, porém nós corremos no tempo tão depressa que só percebemos o risco de vivermos a dizer "ainda ontem...", quando a vida por qualquer motivo nos dá um abanão para abrirmos os olhos e o coração para aquilo que é realmente importante.

Tânia
 

quarta-feira, 21 de outubro de 2020

MINUTOS DE SABEDORIA #13

 


📷 via Google


Poema didático

Já tive um país pequeno,
tão pequeno
que andava descalço dentro de mim.
Um país tão magro
que no seu firmamento
não cabia senão uma estrela menina,
tão tímida e delicada
que só por dentro brilhava.

Eu tive um país
escrito sem maiúscula.
Não tinha fundos
para pagar a um herói.
Não tinha panos
para costurar bandeira.
Nem solenidade
para entoar um hino.

Mas tinha pão e esperança
para os viventes
e sonhos para os nascentes.

Eu tive um país pequeno,
tão pequeno
que não cabia no mundo.

Mia Couto

domingo, 11 de outubro de 2020

QUANDO O BEM ESTAR DO PRÓXIMO É A NOSSA FELICIDADE


📷 via Google

Ao começar a escrever este texto sinto e sei o que quero dizer, mas não sei qual a melhor forma de transmitir este estado de espírito, que acredito ser comum a pais pelos filhos e vice-versa, a amores verdadeiros que nem quando a morte os separa acabam e a tantos outros seres humanos que acreditam na fraternidade.
Na verdade, passamos uma grande parte da nossa vida a ouvir falar no amor próprio, que somos a pessoa mais importante da nossa vida e que só acreditando nessa realidade é que estamos preparados para sermos felizes.
Mas... e quando a nossa felicidade é o bem estar do próximo? Sim, porque o amor incondicional por um filho quer para ele o melhor da vida. Só assim serão os pais felizes. Sim, porque o amor por quem nos deu a vida e esteve e está sempre connosco nos bons e maus momentos, só se sente realizado e feliz se os progenitores estiverem bem e saudáveis. Sim, pois quem acredita na fraternidade como valor a seguir, apenas se sente preenchido quando o próximo sorri com um sorriso verdadeiro.
No fundo, é a maturidade emocional a falar mais alto, é o amor próprio constituído pela felicidade do outros, é a descentralização do ego.
 

domingo, 27 de setembro de 2020

MINUTOS DE SABEDORIA #12


📷 Google

“Possa o caminho crescer contigo/possa o vento ser as tuas asas/ possa o sol iluminar o teu rosto/ possa Deus ter-te na palma das suas mãos.// Dá-te tempo para amar,/ porque isso é o privilégio que Deus nos oferece.// Dá-te tempo para ser amável/ porque essa é a via da felicidade.// Dá-te tempo para sorrir/ porque o sorriso é a música da alma.// Dá-te tempo para a ternura/ porque a vida é demasiado curta para o tolo egoísmo.”

Autor desconhecido

segunda-feira, 21 de setembro de 2020

DISTÂNCIA NÃO SIGNIFICA AUSÊNCIA, PORÉM AUSÊNCIA PRESSUPÕE SEMPRE DISTÂNCIA


📷 Pinterest

Distância não significa ausência, distância não significa que não estejamos presentes na vida daqueles para quem somos importantes e que o são para nós. A realidade é que podemos estar a quilómetros de alguém e, mesmo assim, estarmos presentes, partilhando emoções e experiências. Veja-se o exemplo de pessoas que emigram, mas que estão diariamente com os filhos, querendo saber como lhes correu o dia, como correm as aulas. As plataformas digitais permitem-nos isto e os telefones e telemóveis também. Regresse-se a Março e Abril deste ano e recorde-se a quantidade de pessoas que estiveram distantes umas das outras, e não me refiro ao distanciamento social que actualmente devemos adoptar como medida de protecção do COVID-19, mas nem por isso estiveram ausentes. Foram telefonemas para os familiares e amigos a saber se estava tudo bem, foram reuniões nas mais diversas plataformas. Enfim, podia-se e pode-se estar distante, mas não ausente.
Contudo, se distância não tem como significado ausência, esta última tem sempre como pressuposto uma distância que pode ser física, mas sobretudo uma distância emocional. A verdade, é que por vezes a distância física entre as pessoas é quase inexistente, todavia quase não existem na vida umas das outras, mesmo com laços de familiaridade. Falo de alienação parental, que tantos traumas causa nas crianças vítimas de tal comportamento por parte de pais ou mães, falo de familiares que nunca se preocuparam com outros familiares próximos e de quem se esperava um pouco mais, falo de pessoas que em certa altura das suas vidas partilharam momentos, mas que deixaram as circunstâncias da vida afastarem-nas. Em todas estas situações, voluntárias ou não, a ausência instalou-se e cristalizou-se fazendo estragos na sua maioria irrecuperáveis.
Sinceramente, vale a pena lutar contra a ausência, especialmente a emocional, pois se sobrevivemos ao confinamento, foi pela razão de termos quem é importante para nós à distância de um telefonema ou de um clique. Se sobrevivemos a outras ausências, distâncias emocionais é por termos outras presenças que, embora, não substituam aquelas, suavizam-nas e ensinam-nos a viver com elas, amadurecendo e acabando por afirmar, ainda que com mágoa "só faz falta quem cá está!" E, é pena que isto aconteça...
Por isso como costumo dizer, eu posso estar distante, mas nunca estou ausente!

Tânia

sexta-feira, 18 de setembro de 2020

MINUTOS DE SABEDORIA #11


 📷 Pinterest

Minha guitarra não chores,
Canta comigo também;
Se choras as minhas penas,
Lembro-me delas, e eu quero
Ser alegre, ser alguém!
A causa já não existe.
Foi-se embora - não voltou...
Mas, se o meu canto for triste,
É porque o meu coração
Algumas vezes chorou.

António Botto

quarta-feira, 9 de setembro de 2020

DE SONHO TAMBÉM SE VIVE

📷 Google Imagens


Lembro-me de ter 15, 16, 17 anos e de querer mudar o mundo. Pensava numa sociedade sem desigualdade, num mundo sem fome e com menos sofrimento, sonhava com uma igual distribuição de riqueza, onde todos pudéssemos viver e ter acesso às mesmas oportunidades.

É óbvio que tinha a noção que esta mudança, além de difícil, não seria num estalar de dedos, mas não importava, esforçar-me-ia por um mundo melhor! Comecei por ajudar pessoas que estavam próximo e com o tempo fui procurando instituições através da ou das quais podia ajudar quer os ser humanos quer os seres animais não racionais.

Foram anos de constante procura, ajuda e desilusões... E, embora estas últimas não me apagassem os meus ideais, acabavam por me ensombrar com alguma frustração e tristeza.

Assim, sem nunca deixar de ajudar, com o tempo percebi que não posso mudar o mundo sozinha, muito menos obrigar os outros a seguirem os meus sonhos e ideais.

Desta forma, mudei o paradigma e segui o caminho para os meus sonhos mais só, não digo só pois existem outros que comungam dos mesmos ideais, mais consciente que a mudança no mundo se faz também através da mudança de mentalidades que só se consegue com sensibilização e educação para valores como o respeito pelo próximo e pelas outras formas de vida, como a solidariedade, a honestidade, a lealdade e, sobretudo, a verdade.

Actualmente, já com uns anos de distância da minha adolescência, continuo a ajudar o próximo, ouvindo, resolvendo questões que me colocam, lutando pelos seus direitos, liberdades e garantias, continuo a ajudar animais não racionais, continuo a sonhar com mudar "mundos".

Já não sonho de uma forma global com mudar o MUNDO, mas vou sonhando e tentando mudar e melhorar vidas, que são o mundo de cada um e o meu.

Um dia, em que me sentia desanimada, um Amigo que já partiu disse-me "imagina que o mundo é um muro gigante, não o consegues construir por inteiro sozinha, mas se colocares um tijolo já ajudaste a erguê-lo, já conseguiste fazer a diferença."

Assim, com esta pequena analogia lá vou continuando o meu caminho, sem abandonar o que mais gosto de fazer e tentando sempre alcançar os meus ideais, sem abandonar a minha essência, pois de sonho também se vive.


Tânia

segunda-feira, 31 de agosto de 2020

MINUTOS DE SABEDORIA #10



"E quando à tua frente se abrirem muitas estradas e não souberes a que hás-de escolher, não metas por uma ao acaso, senta-te e espera. Respira com a mesma profundidade confiante com que respiraste no dia em que vieste ao mundo, e sem deixares que nada te distraia, espera e volta a esperar. Fica quieta, em silêncio, e ouve o teu coração. Quando ele te falar, levanta-te, e vai para onde ele te levar."

Susanna Tamaro, Vai Aonde Te Leva o Coração
 

segunda-feira, 24 de agosto de 2020

SERÁ QUE O QUE NÃO NOS "MATA" NOS TORNA, REALMENTE, MAIS FORTES?


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Há anos que ouço as pessoas dizerem que o que não  nos "mata" nos torna mais fortes. Sinceramente, não  me identifico com tal afirmação. Não me identifico e acredito que muitos seres humanos também não.
Na verdade, todos já vivemos momentos difíceis nas nossas vidas, não acredito que existam excepções, porém há pessoas que vivenciaram e vivenciam momentos particularmente difíceis, duros mesmo, ao longo da sua vida. Pessoas com histórias de vida absolutamente cruéis que nos arrepiam só de ouvirmos uma parte. Estão vivas, é certo, mas estarão, realmente mais fortes? Ou, muito pelo contrário, encontram-se a sobreviver muitas vezes em prol de algo ou sem saber muito bem pelo quê.
Como diz a sabedoria popular "quem vê caras não vê corações" e quantas vezes um sorriso não esconde feias cicatrizes, feridas que não saram, saudades que aumentam.
São dores com as quais se aprendeu a viver e a conviver por forma a tornar menos difícil a existência. São dores que ensinaram a ser corajoso, a levantar-se todos os dias para mais um dia, quando simplesmente o que se queria era ficar a sós consigo mesmo. E, porquê ficar a sós? Porque aquilo que não mata, se para algumas pessoas as torna mais fortes, para outras brinda-as com fragilidade e vulnerabilidade e, para estas momentos consigo mesmas são importantes para ganhar força e coragem para enfrentar o mundo.
Coragem não é só força, segurança e certeza de que se é capaz. Coragem é também fragilidade, vulnerabilidade, medo e mesmo assim enfrentar diariamente o mundo com um sorriso nos lábios e as pernas a tremer. Porque, meus amigos, como diz o ditado "elas não matam, mas moem."

Tânia
 

segunda-feira, 17 de agosto de 2020

MINUTOS DE SABEDORIA # 9

 


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MINHA ALDEIA

Minha aldeia é todo o mundo.
Todo o mundo me pertence.
Aqui me encontro e confundo
com gente de todo o mundo
que a todo o mundo pertence.

Bate o sol na minha aldeia 
com várias inclinações.
Ângulo novo, nova ideia;
outros graus, outras razões.
Que os homens da minha aldeia
são centenas de milhões.

Os homens da minha aldeia
divergem por natureza.
O mesmo sonho os separa,
a mesma fria certeza
os afasta e desampara, 
rumorejante seara
onde se odeia em beleza.

Os homens da minha aldeia
formigam raivosamente
com os pés colados ao chão.
Nessa prisão permanente
cada qual é seu irmão.
Valências de fora e dentro
ligam tudo ao mesmo centro
numa inquebrável cadeia.
Longas raízes que imergem,
todos os homens convergem
no centro da minha aldeia.

António Gedeão

domingo, 9 de agosto de 2020

AS SETE PARTIDAS DO MUNDO

 

As Sete Partidas do Mundo não cativou de forma imediata a minha atenção. Porém à medida que as palavras e a narrativa se desenvolviam numa escrita fluída, a aproximação à personagem principal, João Queirós, foi cada vez maior. A verdade é que terminei o livro com uma simpatia inexplicável pela personagem.
Por esta razão, aconselho a sua leitura, apresentando o resumo oferecido pelas diversas livrarias online:
"O diário romanesco de um adolescente amadurecido e extremamente crítico. Das primeiras recordações da infância aos anos do curso liceal: os primeiros deslumbramentos, os primeiros amores, os primeiros choques sociais. Um livro fascinante, escrito com uma destreza verdadeiramente inacreditável, bem ao estilo de Fernando Namora."
Pelo que me apercebi, o livro nem sempre se encontra disponível para venda, contudo penso que poderá ser encontrado em qualquer Biblioteca Municipal.

Tânia

terça-feira, 28 de julho de 2020

MINUTOS DE SABEDORIA # 8


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" "Esta é a altura de cuidarmos uns dos outros"... No segundo episódio da “Palavra de Ordem”, o podcast da Ordem dos Médicos, entrevistámos António Sarmento, diretor do serviço de Doenças Infecciosas do Hospital de São João que explicou a importância de cuidarmos uns dos outros e proteger os médicos (e outros profissionais de saúde) "porque contactam com muita gente e, se forem contagiados, não é só um posto de trabalho que está em causa" pois "podem contagiar muitas outras pessoas"; O especialista reforçou ainda que ser médico é dar primazia à beneficência, isto é, ao fazer o bem, ao cuidar. Aos governantes deixou um apelo: "façam opções", porque o dinheiro não é infinito mas hospitais e Saúde Pública, entre outras áreas, precisam de meios. No final, deixa a fórmula de prevenir os efeitos secundários das pandemias: "Só uma sociedade virtuosa, baseada na generosidade e altruísmo, competência e compreensão é que estará protegida". Nesta edição conte ainda com uma breve reportagem sobre saúde mental em tempo de pandemia."

"Vale a pena ouvir a totalidade deste episódio:
no SoundCloud 🎧 https://bit.ly/2VFCtrU
no Spotify 🎧 https://spoti.fi/31BGj97 "


in @ordemdosmedicos.pt no Facebook, 
dia 03/07/2020

quinta-feira, 23 de julho de 2020

A PROPÓSITO DO DIA DOS AVÓS


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Em vésperas do dia dos avós, 26 de Julho, urge escrever sobre a sua importância nas nossas vidas.
No meu caso foram, infelizmente tenho de conjugar o verbo no passado, pois já faleceram, uns segundos pais, os maternos, outros a representação viva do meu pai, os paternos, que partiu cedo demais quando eu tinha 14 anos.
Os meus avós maternos pela proximidade da sua residência com os meus pais e devido aos horários de trabalho dos mesmos ficavam comigo. A minha avó materna fazia-me um maravilhoso almoço, ainda hoje sinto o sabor só de pensar, e conversava comigo sobre tudo o que eu perguntava e mais alguma coisa. O meu avô materno fez-me um baloiço, onde passava horas a brincar, ensinava-me a fazer contas de dividir e anos mais tarde, seria o meu segundo pai. Levou e foi buscar-me com a minha mãe à faculdade, passando por minha casa todos os dias quando estudava para os exames a saber se precisava de alguma coisa.
Por seu lado, os meus avós paternos, embora não estivessem diariamente comigo, pois residiam noutro concelho não tão próximo, conseguiam quando estava com eles fazer sentir o meu pai vivo. A minha avó paterna para além do seu carinho, fazia-me sentir especial, no meu dia de aniversário, era sempre a primeira pessoa a parabenizar-me, de manhã cedo lá tocava o telefone. O meu avô paterno, por sua vez, homem austero, não era muito de carinho e ternura, mas fazia o que podia para me ver feliz.
Ora, caso não tivesse tido a presença dos meus avós na minha vida seria com toda a certeza uma pessoa totalmente diferente, disso não tenho dúvidas. Os meus avós, neste caso os maternos, ajudaram os meus pais, cuidando de mim enquanto estes trabalhavam, mas quer aqueles quer os paternos ensinaram-me a ser uma pessoa que respeita quem tem mais idade, mais experiência e, sobretudo, mais saber.
Temos, pois, de ter presente que os nossos idosos são quem tem tempo para nós, quem cuida de nós quando o tempo nos foge, quem nos ensina um saber de experiência feita, que nos ajuda tantas e tantas vezes a ultrapassar as adversidades da vida.
Todavia, tenhamos em conta que a vida de um idoso não é o fim, é um processo de envelhecimento que se for respeitado, pode ser tão bonito como a juventude, sem as preocupações inerentes a esta. É certo que a mobilidade pode não ser a mesma e as tarefas levem mais tempo a concretizar, mas nós também nascemos sem saber andar e não foi por isso que desistiram de nós.
No fundo, a propósito do dia dos avós, gostava que todos reflectissemos o quão importante é a velhice, o quão importantes são os nossos idosos para o equilíbrio da sociedade, para nos ensinarem valores e princípios que a nossa urgência em viver por vezes esquece.

Tânia


sábado, 18 de julho de 2020

MINUTOS DE SABEDORIA # 7


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" O segundo século XXI
começou em Wuhan.
O primeiro nas Torres Gémeas,
2001.
Rezar para que o século
não se parta mais à força do tumulto.
Abro um livro e depois outro;
as notícias ocupam-me a cabeça.
Alguém me diz ao ouvido que 
dois séculos num século já
basta.
Que não venha o terceiro
 antes do tempo."


Gonçalo M. Tavares, Diário da Peste,
18 de Abril 2020, jornal Expresso

sábado, 11 de julho de 2020

...AOS LUGARES ONDE JÁ FOMOS MUITO FELIZES

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Estar feliz é um estado de espírito espontâneo e momentâneo que, por ser limitado a um certo lapso de tempo, mais ou menos longo, tem o dom ou a arte de criar memórias para mais tarde recordarmos.
Recordações de pessoas que nos fizeram sorrir, que nos fizeram bem, mas também recordações de lugares onde vivemos experiências inigualáveis que os transformaram em icónicos e especiais. Lugares nos quais nos sentimos bem sempre que lá fomos ou vamos, lugares onde nos divertimos sem que houvesse amanhã, lugares que marcam etapas da nossa vida, lugares que nos lembram pessoas que são ou foram importantes, não estando algumas já entre nós.
Se recordar é viver, não menos nostálgico é, quando esses lugares desaparecem, por darem vez a outras realidades que em nada se assemelham à magia de outrora ou, infelizmente, por encerrarem face às circunstâncias conjunturais da actualidade.
O que fazemos então?
Olhamos para esses lugares, respiramos fundo, enchemos o peito de imagens, cheiros, sabores e acontecimentos de uma outra vida e... brindamos aos lugares onde já fomos muito felizes!

Tânia

domingo, 5 de julho de 2020

MINUTOS DE SABEDORIA # 6


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FALANDO A SI PRÓPRIO

Contenta-te com que tens neste mundo
Ainda que seja pequeno um tal quinhão.
E se perdeste a pátria sai do fundo,
Encontras em Deus remédio p'ra tudo
Procura em tua fé consolação.

Quando lembranças te perfuram o escudo
E lágrimas, em torrente, te correm pela cara
Lembra-te do rei , que em tempo foste,
Pilhado pela sorte da forma mais avara.

Habitua-te, pois, à adversidade,
Olhar em frente ajuda a libertar.
Pede a Deus desculpa com humildade
E talvez ele te possa perdoar.


Adalberto Alves, in "O Meu Coração é Árabe"


quinta-feira, 2 de julho de 2020

"ESTA COISA A QUE O MUNDO CHAMA AMOR, NÃO É SÓ UMA COISA, PORÉM MUITAS COM UM NOME PRÓPRIO"


"Esta coisa a que o mundo chama Amor, não é só uma coisa, porém muitas com um nome próprio", já o afirmava Luís Vaz de Camões quando escreveu "Amor é fogo que arde sem se ver."
Podem dizer-me que são apenas palavras, porém acreditem que é verdade. Não posso negar que também já pensei o mesmo, contudo depois de descobrir um pouco mais sobre a realidade, concluí que o Amor é um conjunto de significados marcantes, dos quais nunca é tarde demais para se falar e dar a conhecer.
Amor é Amadurecimento, todos crescemos com ele e aprendemos a transmiti-lo, mesmo sem falar. Amor é Solidariedade, é ver quando o outro está a "morrer", entristecer, enlouquecer e a sofrer, olhar e ouvi-lo, não deixando que lhe corram as lágrimas. É, portanto, Amizade, dar sem esperar nada em troca.
No entanto, o Amor não é apenas um conjunto de valores conectado com o próximo, é também algo muito próprio. É o sonho de cada um, fruto do seu desejo, é amar a Liberdade, é ser feliz em ser quem e como se é, independentemente da opinião alheia.
Paro para pensar...
Não será o Amor também contraditório? Como alguém disse "apenas este desejo de cantar, apenas esta vontade de chorar."
Uma coisa é certa, o Amor nasce e renasce, pois todos temos sede de viver e quando menos esperamos já amamos e sem saber porquê.
Na verdade, Amor é um conceito aberto que se vai construindo com as vivências de cada um. Por isso, cabe-nos construir o nosso próprio Amor, sermos nós próprios e, parafraseando Manuel Alegre, não nos render mesmo que feridos.
É difícil descobrir o que é realmente o Amor, afinal este também é luta e principalmente Esperança. O Amor é um sentimento com um significado tão vasto que, sinceramente, não sei se algum dia chegaria a preencher este conceito.
Enfim, Amor é...

Tânia

segunda-feira, 29 de junho de 2020

MINUTOS DE SABEDORIA # 5

"Poderá haver algo de mais ridículo do que a pretensão de alguém ter direito de me matar, só porque mora do outro lado do mar ou porque os seus governantes têm porventura algo a ajustar com os meus, sem que eu tenha qualquer coisa contra essa pessoa?"

Blaise Pascal

sexta-feira, 26 de junho de 2020

SORRISOS ESCONDIDOS



Li um texto intitulado "É preciso acreditar", sim é certo, é preciso ter fé que vamos ser capazes de debelar este vírus, quer seja com uma vacina ou com um medicamento, mas que vamos conseguir. Afinal, temos de nos agarrar a algo como a fé, seja ela qual for, para conseguirmos viver neste vazio existencial para o qual o COVID-19 nos remeteu.
Não sou nem nunca fui pessoa de muitos abraços e beijos, de muito contacto físico, todavia também nunca fui distante socialmente, muito menos ausente.
Mas sempre fui de sorrisos, sorrir por vontade, sorrir para animar alguém, sorrir para a vida e dizer-lhe que "mesmo que ela me mostre 1000 razões para chorar, eu tenho 1001 razões para sorrir".
Porém, esta semana dei por mim a sentir falta de cumprimentar familiares com um beijo e sentir aquela ternura que nos acalma a alma, a sentir falta de estar mais próxima do próximo, a sentir falta daquele aperto de mão quando me apresento profissionalmente.
É de facto, esvaziante sentimentalmente!
Contudo, muito pior, pois eu sei que todos estão a sentir isto, pior é ter o sorriso escondido atrás da máscara que me protege e o protege... e, do sorriso ninguém fala, do sorriso que se dá e que se recebe, do sorriso de felicidade, do sorriso de conforto, do sorriso que é vida, do sorriso que nos dá força para continuar.
A verdade, é que chegou o momento da grande prova, todos podemos sorrir atrás da máscara, mas agora vamos ter de olhar o outro nos olhos para perceber isso, vamos ter de dar muito mais importância ao próximo para interpretar o seu olhar e saber o que o seu sorriso escondido quer dizer.

Tânia

segunda-feira, 22 de junho de 2020

HÁ SEMPRE UM AMANHÃ


Durante a quarentena decidi ler alguns livros que habitam as estantes cá de casa e que foram comprados ou oferecidos à minha mãe ou ao meu pai. Se bem o pensei, melhor o fiz e comecei por ler "Há Sempre um Amanhã" de Pearl S. Buck, escritora norte-americana que o Prémio Nobel e o público um pouco por todo o mundo consagraram.
Todavia, esta não foi uma inocente escolha, no sentido de conhecer uma narração que preenchesse a minha sede literária. Esta foi uma escolha influenciada pelo nome da obra "Há Sempre um Amanhã", sentido com o qual sempre me identifiquei no  meu percurso de vida.
Na realidade, tenho duas ou três máximas que norteiam a minha vida, uma da minha avó materna "não deixes para amanhã o que podes fazer hoje", outra da minha mãe "aconteça o que acontecer, nunca baixes os braços" e outra minha "amanhã é um novo dia".
Na verdade, desde a minha adolescência que tenho um instinto de sobrevivência apurado, isto não quer dizer que não vivo a vida, quer dizer que mesmo na adversidade sou como as árvores, "morro de pé", sofro, choro, mas "morro de pé.
Isto porque acredito que o ser humano tem uma incrível capacidade de adaptação e recomeço e, como tal, eu tenho coragem para me adaptar e recomeçar, pois no meu íntimo vive a esperança de que "Há Sempre um Amanha".

Tânia

domingo, 7 de junho de 2020

MINUTOS DE SABEDORIA #4

" O homem vale pelo facto de ser homem e não porque é judeu, católico, protestante, alemão, italiano..."

Georg Hegel

terça-feira, 26 de maio de 2020

A FÉ NÃO SE DISCUTE, SENTE-SE


Maio, mês dedicado a Maria, está a chegar ao fim, razão pela qual se impõe uma reflexão sobre o que fizemos e o que sentimos, relativamente à nossa espiritualidade.
Este foi um Maio diferente, sem podermos assistir presencialmente à celebração da Eucaristia, sem podermos estar presentes nas celebrações do 13 de Maio. Todavia, a Igreja Católica soube lidar, em minha opinião muito bem, com os constrangimentos provocados pela pandemia, não só através da celebração de missas transmitidas em plataformas digitais como com uma celebração em Fátima do 13 de Maio que ficará na memória de todos os católicos, pois apesar de não estarem presentes, sentiu-se a fé em cada casa, em cada vela acesa à janela.
É certo que, diariamente, somos expostos a situações que ultrapassam os limites do entendimento humano, que nos fazem perguntar, "porquê?" Eu própria já fiz esta pergunta, eu própria já senti que a minha fé era colocada à prova, eu própria já me zanguei com Deus, com Jesus, com a Nossa Senhora. Porém, percebi que nenhum deles se zangou comigo, que aceitaram calmamente a minhas dúvidas, revolta e que me ampararam sem esperar nada em troca.
Podem perguntar-me como sei que existe Deus, como sei que me amparou, podem apresentar-me várias explicações científicas para determinados factos, podem dizer-me que foi apenas coincidência. Eu respeito, é importante respeitarmos a opinião do próximo. Contudo, sigo o meu caminho, aquele em que me sinto feliz e me sustenta, aceitando outros credos, não os colocando em causa, pois também eles têm a sua fé e, essa, não se discute, sente-se! 

sábado, 23 de maio de 2020

MINUTOS DE SABEDORIA # 3

"Ser autêntico significa ser fiel a si próprio. É um fenómeno muitíssimo perigoso; são raras as pessoas que o fazem. Mas sempre que as pessoas o fazem, elas conseguem. Elas conseguem uma beleza tal, uma graça tal, um contentamento tal que não pode ser imaginado."

Osho

terça-feira, 19 de maio de 2020

SANTO IVO PADROEIRO DOS ADVOGADOS

19 de Maio é Dia de Santo Ivo, padroeiro dos advogados e, por isso mesmo, Dia do Advogado. 
Ivo Hélory de Kermartin, Ivo de Tréguier ou Santo Ivo nasceu em Minihy-Tréguier, na Bretanha, França a 17 de Outubro de 1253 numa família nobre e cristã. Estudou Teologia e Direito, foi aluno de São Tomás de Aquino e de São Boaventura, tendo-se especializado em Direito Civil e Canónico.
Ainda jovem voltou para a sua terra, começando a exercer a advocacia, nunca mais tendo deixado de advogar, mesmo após ter sido ordenado padre.
Santo Ivo advogava gratuitamente, sendo conhecido como o advogado dos pobres. De espírito conciliador e imparcial, com uma enorme sabedoria, pregava, orientando e reconciliando, inaugurando, assim, um verdadeiro serviço de assistência judiciária.
Se por um lado, amava o Direito, por outro a sua bondade expandia-se também através da construção de um hospital no solar de Kermatin que herdou dos pais, onde abrigava os abandonados e os doentes que cuidava com as suas próprias mãos.
Ivo Hélory de KermartinIvo de Tréguier ou Santo Ivo foi canonizado pelo Papa Clemente VI em 1347, quarenta e quatro anos após a sua morte, ocorrida a 19 de Maio de 1303.

Tânia

sexta-feira, 15 de maio de 2020

FAMÍLIA: UM CONCEITO EM CRISE OU EM RENOVAÇÃO?

Hoje, dia 15 de Maio, celebra-se o Dia Internacional da Família.
Após declaração pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, esta data tem-se vindo a festejar anualmente desde 1994, como forma de reconhecer o papel nuclear da família na sociedade, assim como os seus direitos e responsabilidades na comunidade, por forma a incentivar a adopção de medidas que melhorem a sua condição.
Neste contexto pretende-se consciencializar que a família está na base da educação infantil e, por isso mesmo, das gerações futuras, pelo que com a celebração do Dia Internacional da Família pretende-se reforçar a mensagem de amor, respeito e compreensão necessários para o bom relacionamento dos membros familiares, o qual se manifestará numa maior harmonia na convivência com os demais. 
Por último, mas não menos importante pretende-se promoveu e aumentar o conhecimento relacionado com questões sociais, económicas e demográficas que afectam a estrutura familiar.
No entanto, fruto de vários factores como o divórcio, a orientação sexual, a reestruturação familiar, entre outros, o conceito de família está a mudar, razão pela qual se impõe a seguinte questão: 

FAMÍLIA: UM CONCEITO EM CRISE OU EM RENOVAÇÃO?

Na realidade, o conceito de família não está em crise. O que se encontra em crise é o conceito tradicional de família. Todos temos uma família, mas nenhuma é igual a outra.
Actualmente, a família tradicional em que duas pessoas de sexo diferente se casavam, tinham filhos e viviam felizes para sempre, tende a diminuir e coabitar com os novas famílias que por serem diferentes da primeira, não deixam de o ser enquanto tal.
Verificamos, então, que nem todas têm um pai e uma mãe, existem famílias só com um pai ou só com uma mãe, denominadas famílias monoparentais, outras têm dois pais ou duas mães (uniões de pessoas do mesmo sexo) e outras são compostas por pais e mães que se separaram, contudo voltaram a casar ou a viver com outra pessoa e com eles os filhos de ambos, podendo ou não existir filhos desta nova relação.
Mais recentemente, começamos a ouvir falar de famílias multiespécie, pois consideram-se os animais de estimação como membros deste agregado, dado o constante aumento da interacção entre seres humanos e as outras espécies animais, os quais são respeitados, amados e compreendidos na sua sensibilidade e, por isso mesmo integrados no núcleo familiar.
Conclui-se, então, que o conceito de família se encontra em constante renovação. Todavia, seja qual for o tipo de família de cada um de nós existe um elemento que é transversal a todas elas, nomeadamente, o AMOR, que nos faz cuidar e querer o bem daqueles que mais gostamos.

Tânia 

segunda-feira, 11 de maio de 2020

INSPIRA... EXPIRA... RESPIRA............

Respirar: Aspirar e expelir consecutivamente o ar por meio dos pulmões, segundo o Dicionário Priberam da Língua Portuguesa. Até aqui todos nós sabemos! Porém, estaremos a fazê-lo correctamente, conscientemente e de forma a melhorarmos a nossa saúde?

Nos últimos tempos, sim pois a quarentena deu para reflectir sobre algumas coisas, dei por mim a suspirar, ou seja, a inspirar e a expirar pausadamente. A verdade, é que após algumas respirações lentas comecei a sentir-me mais tranquila naqueles momentos. Dessa forma, comecei a pesquisar sobre os benefícios da respiração correcta e a praticar por alguns minutos. E... na realidade, comecei a sentir-me menos ansiosa e mais tranquila.

Deixo-vos a sugestão: inspirar lentamente.... expirar lentamente, algumas repetições e sentir-se-ão mais tranquilos...........................................

Todavia, não é apenas este o benefício da respiração consciente e pausada. Segundo a revista Saber Viver são 11 os benefícios da respiração correcta, nomeadamente:
1 - Menos stress;
2 - Alongamento dos músculos;
3 - Mais nutrientes;
4 - Tranquilizante natural;
5 - Pele e cabelo jovem;
6 - Mais fluxo de sangue nos ovários;
7 - Mais energia;
8 - Defesa contra infecções e doenças;
9 - Postura corporal correcta;
10 - Menos tóxinas;
11 - Zona pélvica tonificada.

Agora, perguntam-me "andas sempre calma, não te enervas?" Claro que me enervo! Todavia, quando acontece lembro-me de respirar profundamente e aos poucos vou melhorando. Afinal, aquele velho conselho, "respira fundo..." tem toda a razão de existir.

Tânia

sexta-feira, 8 de maio de 2020

MINUTOS DE SABEDORIA # 2

"Para conversarem e viajarem juntos, para serem amigos e bons companheiros, é necessário, segundo julgo, que ambos tenham os mesmos costumes, o mesmo espírito, as mesmas afeições."

William Shakespeare

segunda-feira, 4 de maio de 2020

O PRIMEIRO DIA DO RESTO DAS NOSSAS VIDAS...

O primeiro dia do resto das nossas vidas...
Não vos quero assustar, mas já pensaram nisto, certo?
Por muito que tenhamos passado a quarentena a dizer "vai ficar tudo bem", na verdade, bem lá no fundo, sabíamos que o ficar tudo bem, seria uma adaptação a uma nova realidade e que a vida não iria voltar a ser a mesma.
Hoje, estamos aprender a viver com o COVID-19, assim como fomos aprendendo a viver com o HIV, quando apareceu na década de 80, a vida também não voltou a ser a mesma.
Porém, o HIV, embora mortal e discriminatório, não era tão intrusivo ao contrário do COVID-19 que está ali sempre como uma ameaça, mas uma ameaça invisível, que podendo ser mortal ou não, felizmente já existem bastantes pessoas recuperadas, também ele é discriminatório. Pior, podemos contactar com uma pessoa infectada com HIV e continuamos perfeitamente saudáveis, não podemos contactar com um ser humano infectado com COVID-19, pois mesmo com muitos cuidados, provavelmente ingressaremos no número de pessoas infectadas.
Ora, vamos ter de nos adaptar a viver com máscaras, viseiras, luvas, álcool gel, vamos ter de nos adaptar a viver com medo. E, isso assusta-me! Assusta-me que venhamos a viver uma realidade até agora só vista em filmes de ficção científica. 
Mas a vida tem de continuar, não é?

Tânia 

sábado, 2 de maio de 2020

MINUTOS DE SABEDORIA # 1

Quando comecei a escrever, pensei redigir um poema de António Gedeão, que sempre me fascinou "Aurora Boreal."
Porém, quando já ia a meio do mesmo, lembrei-me que também eu quando tinha dezasseis anos escrevi "A Minha Própria Aurora Boreal", fortemente inspirada em António Gedeão, na altura, penso que não estou em erro, para integrar um trabalho da disciplina de Introdução à Filosofia. 
Decidi partilhar convosco. 
Quem conhecer um pouco da minha história de vida vai perceber a mensagem, quem não conhecer espero apenas que goste, tendo em conta que, ao escrever o poema ainda era uma adolescente que queria transmitir a "dor que deveras sentia".

A Minha Própria Aurora Boreal

Tenho dezasseis janelas,
nas paredes do meu quarto,
sem vidros nem bambinelas,
onde nem sempre pude ver,
o brilhar das estrelas através delas.
Já vi o escuro da noite,
que quase me matou,
mas também vi o brilhar do sol e do luar,
que sempre me encorajou a sonhar e a acreditar,
que mesmo tendo visto o que vi,
era capaz de lutar e lutar,
nem que fosse só para dizer a alguém:
Afinal, também eu sou capaz de viver, vencer e continuar a amar!


Tânia

sexta-feira, 1 de maio de 2020

RENASCER: A PALAVRA QUE SE IMPÕE!

Há 11 anos e 24 dias nascia o "As Conversas são Como as Cerejas", num tempo distante da necessidade do ser humano se ver obrigado a renascer, renovar e reaprender a viver.
Hoje volvida mais de uma década de acontecimentos pessoais, profissionais e familiares e num momento crucial da vida da humanidade, renasce este blogue com vontade de partilhar conhecimento, ideias e desabafos.
Poderão sempre dizer que é mais um... porém, todavia, não obstante, contudo, digo-vos "Para mim, sim não é minha intenção obrigar-vos a pensar como eu, não é mais um, é o meu blogue!"😃
Eis que chega o momento de me apresentar. 
Olá a Todos, sou a Tânia Barbosa, sou filha, sou namorada, sou amiga, sou advogada e sou humana de cinco animais maravilhosos. Desde a criação deste blogue a 25 de Maio de 2009 que decorreram vários estágios de aprendizagem pessoal que me fizeram crescer, obrigando-me a tomar decisões, nem sempre fáceis, que me trouxeram às e para as minhas raízes. 
Actualmente, moro e exerço a Advocacia no distrito de Aveiro, tenho uma página na rede social Facebook de seu nome Tânia Barbosa - Advogada (https://www.facebook.com/TaniaBarbosaAdvogada/), e mais do que nunca, mesmo nos momentos difíceis, utilizo a máxima vezes e vezes repetida pela minha mãe ao longo da vida "aconteça o que acontecer, nunca cruzes os braços!"

Tânia