domingo, 27 de setembro de 2020

MINUTOS DE SABEDORIA #12


📷 Google

“Possa o caminho crescer contigo/possa o vento ser as tuas asas/ possa o sol iluminar o teu rosto/ possa Deus ter-te na palma das suas mãos.// Dá-te tempo para amar,/ porque isso é o privilégio que Deus nos oferece.// Dá-te tempo para ser amável/ porque essa é a via da felicidade.// Dá-te tempo para sorrir/ porque o sorriso é a música da alma.// Dá-te tempo para a ternura/ porque a vida é demasiado curta para o tolo egoísmo.”

Autor desconhecido

segunda-feira, 21 de setembro de 2020

DISTÂNCIA NÃO SIGNIFICA AUSÊNCIA, PORÉM AUSÊNCIA PRESSUPÕE SEMPRE DISTÂNCIA


📷 Pinterest

Distância não significa ausência, distância não significa que não estejamos presentes na vida daqueles para quem somos importantes e que o são para nós. A realidade é que podemos estar a quilómetros de alguém e, mesmo assim, estarmos presentes, partilhando emoções e experiências. Veja-se o exemplo de pessoas que emigram, mas que estão diariamente com os filhos, querendo saber como lhes correu o dia, como correm as aulas. As plataformas digitais permitem-nos isto e os telefones e telemóveis também. Regresse-se a Março e Abril deste ano e recorde-se a quantidade de pessoas que estiveram distantes umas das outras, e não me refiro ao distanciamento social que actualmente devemos adoptar como medida de protecção do COVID-19, mas nem por isso estiveram ausentes. Foram telefonemas para os familiares e amigos a saber se estava tudo bem, foram reuniões nas mais diversas plataformas. Enfim, podia-se e pode-se estar distante, mas não ausente.
Contudo, se distância não tem como significado ausência, esta última tem sempre como pressuposto uma distância que pode ser física, mas sobretudo uma distância emocional. A verdade, é que por vezes a distância física entre as pessoas é quase inexistente, todavia quase não existem na vida umas das outras, mesmo com laços de familiaridade. Falo de alienação parental, que tantos traumas causa nas crianças vítimas de tal comportamento por parte de pais ou mães, falo de familiares que nunca se preocuparam com outros familiares próximos e de quem se esperava um pouco mais, falo de pessoas que em certa altura das suas vidas partilharam momentos, mas que deixaram as circunstâncias da vida afastarem-nas. Em todas estas situações, voluntárias ou não, a ausência instalou-se e cristalizou-se fazendo estragos na sua maioria irrecuperáveis.
Sinceramente, vale a pena lutar contra a ausência, especialmente a emocional, pois se sobrevivemos ao confinamento, foi pela razão de termos quem é importante para nós à distância de um telefonema ou de um clique. Se sobrevivemos a outras ausências, distâncias emocionais é por termos outras presenças que, embora, não substituam aquelas, suavizam-nas e ensinam-nos a viver com elas, amadurecendo e acabando por afirmar, ainda que com mágoa "só faz falta quem cá está!" E, é pena que isto aconteça...
Por isso como costumo dizer, eu posso estar distante, mas nunca estou ausente!

Tânia

sexta-feira, 18 de setembro de 2020

MINUTOS DE SABEDORIA #11


 📷 Pinterest

Minha guitarra não chores,
Canta comigo também;
Se choras as minhas penas,
Lembro-me delas, e eu quero
Ser alegre, ser alguém!
A causa já não existe.
Foi-se embora - não voltou...
Mas, se o meu canto for triste,
É porque o meu coração
Algumas vezes chorou.

António Botto

quarta-feira, 9 de setembro de 2020

DE SONHO TAMBÉM SE VIVE

📷 Google Imagens


Lembro-me de ter 15, 16, 17 anos e de querer mudar o mundo. Pensava numa sociedade sem desigualdade, num mundo sem fome e com menos sofrimento, sonhava com uma igual distribuição de riqueza, onde todos pudéssemos viver e ter acesso às mesmas oportunidades.

É óbvio que tinha a noção que esta mudança, além de difícil, não seria num estalar de dedos, mas não importava, esforçar-me-ia por um mundo melhor! Comecei por ajudar pessoas que estavam próximo e com o tempo fui procurando instituições através da ou das quais podia ajudar quer os ser humanos quer os seres animais não racionais.

Foram anos de constante procura, ajuda e desilusões... E, embora estas últimas não me apagassem os meus ideais, acabavam por me ensombrar com alguma frustração e tristeza.

Assim, sem nunca deixar de ajudar, com o tempo percebi que não posso mudar o mundo sozinha, muito menos obrigar os outros a seguirem os meus sonhos e ideais.

Desta forma, mudei o paradigma e segui o caminho para os meus sonhos mais só, não digo só pois existem outros que comungam dos mesmos ideais, mais consciente que a mudança no mundo se faz também através da mudança de mentalidades que só se consegue com sensibilização e educação para valores como o respeito pelo próximo e pelas outras formas de vida, como a solidariedade, a honestidade, a lealdade e, sobretudo, a verdade.

Actualmente, já com uns anos de distância da minha adolescência, continuo a ajudar o próximo, ouvindo, resolvendo questões que me colocam, lutando pelos seus direitos, liberdades e garantias, continuo a ajudar animais não racionais, continuo a sonhar com mudar "mundos".

Já não sonho de uma forma global com mudar o MUNDO, mas vou sonhando e tentando mudar e melhorar vidas, que são o mundo de cada um e o meu.

Um dia, em que me sentia desanimada, um Amigo que já partiu disse-me "imagina que o mundo é um muro gigante, não o consegues construir por inteiro sozinha, mas se colocares um tijolo já ajudaste a erguê-lo, já conseguiste fazer a diferença."

Assim, com esta pequena analogia lá vou continuando o meu caminho, sem abandonar o que mais gosto de fazer e tentando sempre alcançar os meus ideais, sem abandonar a minha essência, pois de sonho também se vive.


Tânia