quarta-feira, 19 de outubro de 2011

terça-feira, 18 de outubro de 2011

AUTO-AJUDA LITERÁRIA. NUNCA, COMO AGORA, SE VIU UM FENÓMENO ASSIM!

Massificação! É a palavra ideal para descrever a qauntidade de livros de auto-ajuda existentes no mercado literário português.
Atenção, eu não critico quem lê, gosta e tira algo de positivo neste tipo de livros, até porque para estar a falar sobre os mesmos também tenho conhecimento sobre o assunto. Sim, também eu passei os olhos pelo "O Segredo" e mais um ou outro. Contudo, a minha vida não sofreu alterações por causa da leitura, nunca integral, destes livros, a sério quando chegava a um terço das páginas já estava entediada.
Porém, eu sou apenas uma leitora e haverá muitas pessoas a quem os mesmos têm ajudado imenso, espero eu, ou pelo menos alguma coisa, caso contrário gastaram dinheiro desnecessariamente, o que será no mínimo frustrante e poderá causar a diminuição da auto-estima pessoal do ser humano.
Ora bem, eu pelo que expus, não acredito minimamente neste tipo de literatura, pois na maior parte das vezes não passa de experiências pessoais de uma certa pessoa, no seu contexto vivencial, que resultaram exactamente porque o contexto e a personalidade daquele ser humano eram os que são explicados no maravilhoso livro que num dia de iluminação resolveu escrever.
Na realidade, eu, tu ou o Sr. tal e a Sra. tal somos pessoas diferentes com personalidades diferentes, com experiências de vida diferentes, que vivemos em lugares diferentes, ora como é que vamos aplicar a experiência dos Srs. Iluminados à nossa vida?
E depois há sempre aquelas situações de visualização de cenários com muita luz e sempre cheios de felicidade. Lindo! Já estou a ver uma pessoa deprimida a ver a luz e feliz sem recorrer á medicina! Não estou a ver nada, porque é impossível!
Por outro lado, alguém me diz qual a razão porque agora temos de andar todos felizes e contentes? Criou-se a cultura da felicidade! Mas, será que ninguém percebe que é esta mesma cultura que nos está a tornar pessoas mais angustiadas e frustradas?
Por vezes, um bocadinho de melancolia não faz mal e até nos ajuda a pensar e a orientar melhor a nossa vida, percebendo na realidade de onde vimos e para onde queremos ir.

sábado, 15 de outubro de 2011

PROTESTO PELA INDIGNAÇÃO: QUANDO O POVO SENTE QUE PERDEU A DIGNIDADE.

Transcrevendo o artigo 1º da Constituição da República Portuguesa,

"Portugal é uma República soberana, baseada na dignidade da pessoa humana e na vontade popular e empenhada na construção de uma sociedade livre, justa e solidária.",

pergunto-me tão simplesmente, SERÁ?

Nós a geração que foi apelidada de rasca, os nossos pais e os nossos avós, nós sentimos que estamos a perder a dignidade, que temos uma vontade, que com palavras técnico-económicas e desculpas enroladas, querem matar. Livres? Justiça? Solidariedade? Parecem-me conceitos redefinidos nos últimos tempos...
O Povo está Indignado! Com razão!

Tal como disse uma manifestante hoje no Protesto de Lisboa, foi educada para estudar, tirou um curso superior em cinema, fez uma pós-graduação, não tem emprego, já emigrou, está de novo em Portugal em vias de voltar para o estrangeiro, pois neste momento uma licenciatura, uma pós-graduação ou um mestrado já pouco interessam, sendo assim, o que lhe resta? O direito de vir para a rua manifestar-se!

domingo, 9 de outubro de 2011

OS ADVOGADOS SÃO UNICAMENTE ADVOGADOS E NÃO ADVOGADOS OFICIOSOS

É curioso quando estamos a ver e a ouvir um qualquer noticiário na televisão ou mesmo a ler uma notícia que verse sobre o trabalho dos Advogados, quando trabalham com cidadãos a quem foi concedido o benefício do apoio judiciário, que logo surge a expressão "Advogados Oficosos".
Na verdade, esta é uma expressão que tem sido vulgarizada, em muito pelos meios de comunicação, mas a qual não tem correspondência com a realidade. Um Advogado não é, ou Advogado ou Advogado Oficoso, é Advogado, tão só e simplesmente!
É certo que existem Advogados que trabalham mais com pessoas que beneficiam da concessão do apoio judiciário, mas também têm os outros clientes que não beneficiam daquele apoio e mesmo que trabalhem só com os primeiros não são oficiosos, por essa razão. É que a existir esta expressão / denominação então já se criou a figura do defensor público e, pior, ainda nada nos foi comunicado! 

sábado, 8 de outubro de 2011