terça-feira, 28 de julho de 2020

MINUTOS DE SABEDORIA # 8


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" "Esta é a altura de cuidarmos uns dos outros"... No segundo episódio da “Palavra de Ordem”, o podcast da Ordem dos Médicos, entrevistámos António Sarmento, diretor do serviço de Doenças Infecciosas do Hospital de São João que explicou a importância de cuidarmos uns dos outros e proteger os médicos (e outros profissionais de saúde) "porque contactam com muita gente e, se forem contagiados, não é só um posto de trabalho que está em causa" pois "podem contagiar muitas outras pessoas"; O especialista reforçou ainda que ser médico é dar primazia à beneficência, isto é, ao fazer o bem, ao cuidar. Aos governantes deixou um apelo: "façam opções", porque o dinheiro não é infinito mas hospitais e Saúde Pública, entre outras áreas, precisam de meios. No final, deixa a fórmula de prevenir os efeitos secundários das pandemias: "Só uma sociedade virtuosa, baseada na generosidade e altruísmo, competência e compreensão é que estará protegida". Nesta edição conte ainda com uma breve reportagem sobre saúde mental em tempo de pandemia."

"Vale a pena ouvir a totalidade deste episódio:
no SoundCloud 🎧 https://bit.ly/2VFCtrU
no Spotify 🎧 https://spoti.fi/31BGj97 "


in @ordemdosmedicos.pt no Facebook, 
dia 03/07/2020

quinta-feira, 23 de julho de 2020

A PROPÓSITO DO DIA DOS AVÓS


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Em vésperas do dia dos avós, 26 de Julho, urge escrever sobre a sua importância nas nossas vidas.
No meu caso foram, infelizmente tenho de conjugar o verbo no passado, pois já faleceram, uns segundos pais, os maternos, outros a representação viva do meu pai, os paternos, que partiu cedo demais quando eu tinha 14 anos.
Os meus avós maternos pela proximidade da sua residência com os meus pais e devido aos horários de trabalho dos mesmos ficavam comigo. A minha avó materna fazia-me um maravilhoso almoço, ainda hoje sinto o sabor só de pensar, e conversava comigo sobre tudo o que eu perguntava e mais alguma coisa. O meu avô materno fez-me um baloiço, onde passava horas a brincar, ensinava-me a fazer contas de dividir e anos mais tarde, seria o meu segundo pai. Levou e foi buscar-me com a minha mãe à faculdade, passando por minha casa todos os dias quando estudava para os exames a saber se precisava de alguma coisa.
Por seu lado, os meus avós paternos, embora não estivessem diariamente comigo, pois residiam noutro concelho não tão próximo, conseguiam quando estava com eles fazer sentir o meu pai vivo. A minha avó paterna para além do seu carinho, fazia-me sentir especial, no meu dia de aniversário, era sempre a primeira pessoa a parabenizar-me, de manhã cedo lá tocava o telefone. O meu avô paterno, por sua vez, homem austero, não era muito de carinho e ternura, mas fazia o que podia para me ver feliz.
Ora, caso não tivesse tido a presença dos meus avós na minha vida seria com toda a certeza uma pessoa totalmente diferente, disso não tenho dúvidas. Os meus avós, neste caso os maternos, ajudaram os meus pais, cuidando de mim enquanto estes trabalhavam, mas quer aqueles quer os paternos ensinaram-me a ser uma pessoa que respeita quem tem mais idade, mais experiência e, sobretudo, mais saber.
Temos, pois, de ter presente que os nossos idosos são quem tem tempo para nós, quem cuida de nós quando o tempo nos foge, quem nos ensina um saber de experiência feita, que nos ajuda tantas e tantas vezes a ultrapassar as adversidades da vida.
Todavia, tenhamos em conta que a vida de um idoso não é o fim, é um processo de envelhecimento que se for respeitado, pode ser tão bonito como a juventude, sem as preocupações inerentes a esta. É certo que a mobilidade pode não ser a mesma e as tarefas levem mais tempo a concretizar, mas nós também nascemos sem saber andar e não foi por isso que desistiram de nós.
No fundo, a propósito do dia dos avós, gostava que todos reflectissemos o quão importante é a velhice, o quão importantes são os nossos idosos para o equilíbrio da sociedade, para nos ensinarem valores e princípios que a nossa urgência em viver por vezes esquece.

Tânia


sábado, 18 de julho de 2020

MINUTOS DE SABEDORIA # 7


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" O segundo século XXI
começou em Wuhan.
O primeiro nas Torres Gémeas,
2001.
Rezar para que o século
não se parta mais à força do tumulto.
Abro um livro e depois outro;
as notícias ocupam-me a cabeça.
Alguém me diz ao ouvido que 
dois séculos num século já
basta.
Que não venha o terceiro
 antes do tempo."


Gonçalo M. Tavares, Diário da Peste,
18 de Abril 2020, jornal Expresso

sábado, 11 de julho de 2020

...AOS LUGARES ONDE JÁ FOMOS MUITO FELIZES

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Estar feliz é um estado de espírito espontâneo e momentâneo que, por ser limitado a um certo lapso de tempo, mais ou menos longo, tem o dom ou a arte de criar memórias para mais tarde recordarmos.
Recordações de pessoas que nos fizeram sorrir, que nos fizeram bem, mas também recordações de lugares onde vivemos experiências inigualáveis que os transformaram em icónicos e especiais. Lugares nos quais nos sentimos bem sempre que lá fomos ou vamos, lugares onde nos divertimos sem que houvesse amanhã, lugares que marcam etapas da nossa vida, lugares que nos lembram pessoas que são ou foram importantes, não estando algumas já entre nós.
Se recordar é viver, não menos nostálgico é, quando esses lugares desaparecem, por darem vez a outras realidades que em nada se assemelham à magia de outrora ou, infelizmente, por encerrarem face às circunstâncias conjunturais da actualidade.
O que fazemos então?
Olhamos para esses lugares, respiramos fundo, enchemos o peito de imagens, cheiros, sabores e acontecimentos de uma outra vida e... brindamos aos lugares onde já fomos muito felizes!

Tânia

domingo, 5 de julho de 2020

MINUTOS DE SABEDORIA # 6


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FALANDO A SI PRÓPRIO

Contenta-te com que tens neste mundo
Ainda que seja pequeno um tal quinhão.
E se perdeste a pátria sai do fundo,
Encontras em Deus remédio p'ra tudo
Procura em tua fé consolação.

Quando lembranças te perfuram o escudo
E lágrimas, em torrente, te correm pela cara
Lembra-te do rei , que em tempo foste,
Pilhado pela sorte da forma mais avara.

Habitua-te, pois, à adversidade,
Olhar em frente ajuda a libertar.
Pede a Deus desculpa com humildade
E talvez ele te possa perdoar.


Adalberto Alves, in "O Meu Coração é Árabe"


quinta-feira, 2 de julho de 2020

"ESTA COISA A QUE O MUNDO CHAMA AMOR, NÃO É SÓ UMA COISA, PORÉM MUITAS COM UM NOME PRÓPRIO"


"Esta coisa a que o mundo chama Amor, não é só uma coisa, porém muitas com um nome próprio", já o afirmava Luís Vaz de Camões quando escreveu "Amor é fogo que arde sem se ver."
Podem dizer-me que são apenas palavras, porém acreditem que é verdade. Não posso negar que também já pensei o mesmo, contudo depois de descobrir um pouco mais sobre a realidade, concluí que o Amor é um conjunto de significados marcantes, dos quais nunca é tarde demais para se falar e dar a conhecer.
Amor é Amadurecimento, todos crescemos com ele e aprendemos a transmiti-lo, mesmo sem falar. Amor é Solidariedade, é ver quando o outro está a "morrer", entristecer, enlouquecer e a sofrer, olhar e ouvi-lo, não deixando que lhe corram as lágrimas. É, portanto, Amizade, dar sem esperar nada em troca.
No entanto, o Amor não é apenas um conjunto de valores conectado com o próximo, é também algo muito próprio. É o sonho de cada um, fruto do seu desejo, é amar a Liberdade, é ser feliz em ser quem e como se é, independentemente da opinião alheia.
Paro para pensar...
Não será o Amor também contraditório? Como alguém disse "apenas este desejo de cantar, apenas esta vontade de chorar."
Uma coisa é certa, o Amor nasce e renasce, pois todos temos sede de viver e quando menos esperamos já amamos e sem saber porquê.
Na verdade, Amor é um conceito aberto que se vai construindo com as vivências de cada um. Por isso, cabe-nos construir o nosso próprio Amor, sermos nós próprios e, parafraseando Manuel Alegre, não nos render mesmo que feridos.
É difícil descobrir o que é realmente o Amor, afinal este também é luta e principalmente Esperança. O Amor é um sentimento com um significado tão vasto que, sinceramente, não sei se algum dia chegaria a preencher este conceito.
Enfim, Amor é...

Tânia