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Em vésperas do dia dos avós, 26 de Julho, urge escrever sobre a sua importância nas nossas vidas.
No meu caso foram, infelizmente tenho de conjugar o verbo no passado, pois já faleceram, uns segundos pais, os maternos, outros a representação viva do meu pai, os paternos, que partiu cedo demais quando eu tinha 14 anos.
Os meus avós maternos pela proximidade da sua residência com os meus pais e devido aos horários de trabalho dos mesmos ficavam comigo. A minha avó materna fazia-me um maravilhoso almoço, ainda hoje sinto o sabor só de pensar, e conversava comigo sobre tudo o que eu perguntava e mais alguma coisa. O meu avô materno fez-me um baloiço, onde passava horas a brincar, ensinava-me a fazer contas de dividir e anos mais tarde, seria o meu segundo pai. Levou e foi buscar-me com a minha mãe à faculdade, passando por minha casa todos os dias quando estudava para os exames a saber se precisava de alguma coisa.
Por seu lado, os meus avós paternos, embora não estivessem diariamente comigo, pois residiam noutro concelho não tão próximo, conseguiam quando estava com eles fazer sentir o meu pai vivo. A minha avó paterna para além do seu carinho, fazia-me sentir especial, no meu dia de aniversário, era sempre a primeira pessoa a parabenizar-me, de manhã cedo lá tocava o telefone. O meu avô paterno, por sua vez, homem austero, não era muito de carinho e ternura, mas fazia o que podia para me ver feliz.
Ora, caso não tivesse tido a presença dos meus avós na minha vida seria com toda a certeza uma pessoa totalmente diferente, disso não tenho dúvidas. Os meus avós, neste caso os maternos, ajudaram os meus pais, cuidando de mim enquanto estes trabalhavam, mas quer aqueles quer os paternos ensinaram-me a ser uma pessoa que respeita quem tem mais idade, mais experiência e, sobretudo, mais saber.
Temos, pois, de ter presente que os nossos idosos são quem tem tempo para nós, quem cuida de nós quando o tempo nos foge, quem nos ensina um saber de experiência feita, que nos ajuda tantas e tantas vezes a ultrapassar as adversidades da vida.
Todavia, tenhamos em conta que a vida de um idoso não é o fim, é um processo de envelhecimento que se for respeitado, pode ser tão bonito como a juventude, sem as preocupações inerentes a esta. É certo que a mobilidade pode não ser a mesma e as tarefas levem mais tempo a concretizar, mas nós também nascemos sem saber andar e não foi por isso que desistiram de nós.
No fundo, a propósito do dia dos avós, gostava que todos reflectissemos o quão importante é a velhice, o quão importantes são os nossos idosos para o equilíbrio da sociedade, para nos ensinarem valores e princípios que a nossa urgência em viver por vezes esquece.
No meu caso foram, infelizmente tenho de conjugar o verbo no passado, pois já faleceram, uns segundos pais, os maternos, outros a representação viva do meu pai, os paternos, que partiu cedo demais quando eu tinha 14 anos.
Os meus avós maternos pela proximidade da sua residência com os meus pais e devido aos horários de trabalho dos mesmos ficavam comigo. A minha avó materna fazia-me um maravilhoso almoço, ainda hoje sinto o sabor só de pensar, e conversava comigo sobre tudo o que eu perguntava e mais alguma coisa. O meu avô materno fez-me um baloiço, onde passava horas a brincar, ensinava-me a fazer contas de dividir e anos mais tarde, seria o meu segundo pai. Levou e foi buscar-me com a minha mãe à faculdade, passando por minha casa todos os dias quando estudava para os exames a saber se precisava de alguma coisa.
Por seu lado, os meus avós paternos, embora não estivessem diariamente comigo, pois residiam noutro concelho não tão próximo, conseguiam quando estava com eles fazer sentir o meu pai vivo. A minha avó paterna para além do seu carinho, fazia-me sentir especial, no meu dia de aniversário, era sempre a primeira pessoa a parabenizar-me, de manhã cedo lá tocava o telefone. O meu avô paterno, por sua vez, homem austero, não era muito de carinho e ternura, mas fazia o que podia para me ver feliz.
Ora, caso não tivesse tido a presença dos meus avós na minha vida seria com toda a certeza uma pessoa totalmente diferente, disso não tenho dúvidas. Os meus avós, neste caso os maternos, ajudaram os meus pais, cuidando de mim enquanto estes trabalhavam, mas quer aqueles quer os paternos ensinaram-me a ser uma pessoa que respeita quem tem mais idade, mais experiência e, sobretudo, mais saber.
Temos, pois, de ter presente que os nossos idosos são quem tem tempo para nós, quem cuida de nós quando o tempo nos foge, quem nos ensina um saber de experiência feita, que nos ajuda tantas e tantas vezes a ultrapassar as adversidades da vida.
Todavia, tenhamos em conta que a vida de um idoso não é o fim, é um processo de envelhecimento que se for respeitado, pode ser tão bonito como a juventude, sem as preocupações inerentes a esta. É certo que a mobilidade pode não ser a mesma e as tarefas levem mais tempo a concretizar, mas nós também nascemos sem saber andar e não foi por isso que desistiram de nós.
No fundo, a propósito do dia dos avós, gostava que todos reflectissemos o quão importante é a velhice, o quão importantes são os nossos idosos para o equilíbrio da sociedade, para nos ensinarem valores e princípios que a nossa urgência em viver por vezes esquece.
Tânia

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