Maio, mês dedicado a Maria, está a chegar ao fim, razão pela qual se impõe uma reflexão sobre o que fizemos e o que sentimos, relativamente à nossa espiritualidade.
Este foi um Maio diferente, sem podermos assistir presencialmente à celebração da Eucaristia, sem podermos estar presentes nas celebrações do 13 de Maio. Todavia, a Igreja Católica soube lidar, em minha opinião muito bem, com os constrangimentos provocados pela pandemia, não só através da celebração de missas transmitidas em plataformas digitais como com uma celebração em Fátima do 13 de Maio que ficará na memória de todos os católicos, pois apesar de não estarem presentes, sentiu-se a fé em cada casa, em cada vela acesa à janela.
É certo que, diariamente, somos expostos a situações que ultrapassam os limites do entendimento humano, que nos fazem perguntar, "porquê?" Eu própria já fiz esta pergunta, eu própria já senti que a minha fé era colocada à prova, eu própria já me zanguei com Deus, com Jesus, com a Nossa Senhora. Porém, percebi que nenhum deles se zangou comigo, que aceitaram calmamente a minhas dúvidas, revolta e que me ampararam sem esperar nada em troca.
Podem perguntar-me como sei que existe Deus, como sei que me amparou, podem apresentar-me várias explicações científicas para determinados factos, podem dizer-me que foi apenas coincidência. Eu respeito, é importante respeitarmos a opinião do próximo. Contudo, sigo o meu caminho, aquele em que me sinto feliz e me sustenta, aceitando outros credos, não os colocando em causa, pois também eles têm a sua fé e, essa, não se discute, sente-se!

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