segunda-feira, 22 de junho de 2020
HÁ SEMPRE UM AMANHÃ
Durante a quarentena decidi ler alguns livros que habitam as estantes cá de casa e que foram comprados ou oferecidos à minha mãe ou ao meu pai. Se bem o pensei, melhor o fiz e comecei por ler "Há Sempre um Amanhã" de Pearl S. Buck, escritora norte-americana que o Prémio Nobel e o público um pouco por todo o mundo consagraram.
Todavia, esta não foi uma inocente escolha, no sentido de conhecer uma narração que preenchesse a minha sede literária. Esta foi uma escolha influenciada pelo nome da obra "Há Sempre um Amanhã", sentido com o qual sempre me identifiquei no meu percurso de vida.
Na realidade, tenho duas ou três máximas que norteiam a minha vida, uma da minha avó materna "não deixes para amanhã o que podes fazer hoje", outra da minha mãe "aconteça o que acontecer, nunca baixes os braços" e outra minha "amanhã é um novo dia".
Na verdade, desde a minha adolescência que tenho um instinto de sobrevivência apurado, isto não quer dizer que não vivo a vida, quer dizer que mesmo na adversidade sou como as árvores, "morro de pé", sofro, choro, mas "morro de pé.
Isto porque acredito que o ser humano tem uma incrível capacidade de adaptação e recomeço e, como tal, eu tenho coragem para me adaptar e recomeçar, pois no meu íntimo vive a esperança de que "Há Sempre um Amanha".
Tânia
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