Quando contactei pela primeira vez com o mercado de trabalho, há cerca de 6 anos, começava-se a sentir o início da crise, com o constante recurso ao processo executivo com a penhora de créditos, de bens móveis ou de bens imóveis, situação que conduzia as pessoas a grandes choros, desesperos e lamentações. Lembro-me perfeitamente como aquela realidade me incomodou...
O imobiliário estava também no princípio da sua queda...
Contudo, a situação dos portugueses não melhorou, muito pelo contrário, ano após ano foi sempre piorando, até ao ponto em que o constante contacto com o processo executivo se tornou paralelo ao estudo permanente do processo de insolvência quer de pessoas colectivas quer singulares, tudo acompanhado pelos despedimentos colectivos.
Se há uns anos se tentava recuperar dívidas no valor global de 10, 20, 30000,00 Euros, hoje apresentam-se-nos valores que ascendem aos 200, 300000,00 Euros.
É confuso, difícil, deprimente, é a vida dos portugueses...
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