Desde ontem, quando foi noticiado que Portugal ia recorrer à ajuda externa, que os portugueses perceberam, alíás acho que já tinham chegado a essa conclusão, ao contrário do poder político, que a entrada do FMI não é uma catástrofe, mas sim a nossa salvação!
É claro que não vai ser fácil para ninguém, todos vamos sentir grandes limitações, especialmente nós que nos últimos anos nos habituámos a um consumismo exagerado, que não tem muito a ver com a nossa cultura.
Porém, neste momento é preferível não receber, por exemplo subsídio de férias e de Natal, mas manter o posto de trabalho auferindo a remuneração no final do mês.
E, na verdade, porquê tanto alarmismo com a entrada do Fundo Monetário Internacional? Já não é a primeira vez que a ele recorremos, é certo que noutras condições, mas não deixámos de estar sob a sua alçada. Devia sim, ter vindo mais cedo, contudo a política escolhida pelos nossos governantes, por nós legitimamente eleitos, conduziu-nos à situação actual.
Culpa! Neste momento, mesmo que a haja, não vale a pena atribuí-la seja a quem for. O que Portugal tem é de olhar em frente, cumprir as metas impostas futuramente pelo FMI, para que o Fundo após as suas análises trimestrais, lhe empreste o dinheiro por tranches e desta forma o país reorganizar-se e aprender a orçamentar de forma correcta, útil e honesta a receita e a despesa pública, para que não seja necessário acordar para outra nova realidade.

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