domingo, 2 de janeiro de 2011

A CULTURA DE CENTRO COMERCIAL

Falar em cultura de centro comercial é actualmente algo infame e incorrecto sociologicamente, pois àquela são associados vários sentidos negativos, quase todos ligados ao consumismo e à falta de convívio com a natureza. De facto não se pode negar o apelo ao consumismo e a pouca ou nenhuma natureza. Porém, não se pode deixar de afirmar que estes lugares também são um apelo à multidão, uma fuga à solidão, um olhar sobre as diversas formas de comportamento do ser humano. 
Na verdade, basta entrar num centro comercial qualquer para deixar de se estar isolado, ainda que cada um tenha objectivos diferentes ao dirigir-se e estar neste sítio, basta sentarmo-nos numa qualquer praça da alimentação para observarmos as várias formas comportamentais e educacionais dos nossos semelhantes.
Ainda que estes sejam argumentos falíveis, talvez sim talvez não, deslocar-se até a um centro comercial pode ser uma forma de arrancar as crianças e adolescentes de casa das suas playstation e wii e não sei quantos jogos, principalmente nos dias de Inverno pequenos e frios. No centro comercial irá encontrar-se luz e aquecimento que nos permitem percorrer uma superfície relativamente grande como se estivéssemos em pleno Verão sem nos esquecermos da estação que atravessamos, pois as montras aludem à mesma, portanto ãinda que possamos sentir que estamos noutro mundo não ficamos alheados da realidade.
E no Verão? No Verão delocamo-nos aos mesmos para sentir o fresco que contrasta com as temperaturas por vezes escaldantes, que nos deixam sem ar e forças.
Ora, este texto não é patrocinado por empresa interessada em aumentar o seu volume de vendas e por conseguinte os seus lucros. Muito pelo contrário, é apenas uma forma de mostrar que, o que todos os dias nos dizem ser negativo pode ter um outro lado, uma outra perspectiva que nos faça também bem, desde que tudo seja feito com conta, peso e medida. 

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